Zverev a um passo de quebrar sua maldição em um Grand Slam após derrotar Mensik
O alemão número 3 do mundo se coloca na final de Roland Garros em busca do seu primeiro título em um torneio de elite
O número 3 do mundo, de 29 anos, se enfrentará na final do domingo contra o vencedor do duelo entre os italianos Flavio Cobolli, 14º do ranking, e Matteo Arnaldi, 104º, na primeira semifinal 100% italiana de um Grand Slam.
"Esta quadra é a mais difícil e ao mesmo tempo a mais bonita do mundo", disse o alemão, que reconheceu que o rival o colocou em dificuldades e lhe arrancou o segundo set que perde no torneio.
"Nesta superfície tudo pode acontecer a qualquer momento e é preciso encontrar a maneira de sobreviver. Cada ponto pode ser o último, por isso Roland Garros é tão especial", comentou.
Diante de um rival de 20 anos que nunca antes havia superado as oitavas de um Grand Slam e que em Roland Garros contava apenas com uma vitória, mas que se ganhou fama de matador de gigantes, Zverev fez um jogo sério e sólido, sem dar opções ao tcheco, que não encontrou o nível que vinha demonstrando até agora.
A boa sorte de Mensik, que havia superado rivais de melhor ranking durante o torneio, pareceu acompanhá-lo até meado o primeiro set, quando dispôs de três bolas de set para se colocar 5-3 e com o saque.
Mas o germânico não se abalou, deu a volta à situação e anotou três games seguidos que lhe deram vantagem.
No segundo encadeou outra série de três para conseguir uma vantagem que não o abandonou até o final, embora a reação do tcheco tenha chegado no terceiro, em que uma queda do rendimento do alemão o fez deixar escapar um parcial, o segundo do que vai de torneio.
Os erros não pouparam um Mensik, que recebeu atendimento médico no pescoço e que logo em seguida se colocou 3-0 no quarto, uma distância que não conseguiu reduzir.
Zverev, elevado à categoria de grande favorito pela ausência por lesão do espanhol Carlos Alcaraz e após as eliminações do italiano Jannik Sinner e do sérvio Novak Djokovic, está dominando bem a pressão, embora por momentos tenha demonstrado seu incômodo com algumas decisões arbitrais.
"Procuro me concentrar, de não pensar em nada, o qual não é muito difícil, somos atletas, não temos muito no cérebro", brincou.
O alemão perdeu três finais de Grand Slam. A primeira no Aberto dos Estados Unidos de 2020 contra o austríaco Dominic Thiem, a segunda em Roland Garros em 2024 contra Alcaraz e a terceira no Aberto da Austrália de 2025 frente a Sinner.
Agora tem a oportunidade da sua vida de somar seu primeiro triunfo em um 'grande' que se unir aos seus sete Masters 1.000.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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