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Internacional

Zelenski remove chefe do Exército em meio a profunda crise política

22/07/2026 10:45 4 min lectura 7 visualizações

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, destituiu na noite anterior o general Oleksandr Sirski do cargo de chefe do Exército e nomeou como novo comandante das Forças Armadas o general Mijailo Drapati, que até então dirigia as Forças Conjuntas do Exército.

"Decidi que o novo comandante em chefe das Forças Armadas da Ucrânia seja Mijailo Drapati", afirmou Zelenski em discurso à nação, ressaltando que a decisão foi tomada em conjunto com os principais comandos do Exército e informando que buscará um novo cargo para Sirski, a quem agradeceu pelo seu trabalho no posto.

O presidente ucraniano anunciou ainda que ofereceu ao ex-ministro da Defesa Mijailo Fedorov, cuja saída do cargo na semana anterior precipitou a crise que levou à destituição de Sirski, uma "posição de importância no Governo" relacionada à modernização tecnológica que impulsionou à frente da pasta de Defesa.

Zelenski não informou se Fedorov – que havia rejeitado até então as posições que lhe havia oferecido o presidente como alternativa ao Ministério da Defesa – deu uma resposta a sua proposta.

O questionamento que levou à destituição de Sirski se intensificou na semana anterior, depois que Fedorov atribuiu sua saída do Ministério da Defesa a um conflito com o general, a quem acusou de não ter se adaptado à nova realidade de uma guerra dominada pelos drones e que caracterizou como autoritário e ultrapassado.

Milhares de pessoas saíram às ruas nos últimos dias exigindo o retorno de Fedorov ao seu cargo de ministro da Defesa e a destituição de Sirski.

O general respondeu na segunda-feira anterior às críticas recebidas lembrando que foi sob seu comando que os drones adquiriram o protagonismo que têm na estratégia de guerra da Ucrânia.

Sirski também reivindicou como sua a melhoria da situação da guerra para a Ucrânia nos últimos meses.

O general Sirski assumiu o cargo de chefe do Exército que hoje abandona por decisão do presidente em fevereiro de 2024, quando substituiu o popular Valeri Zaluzhni após a destituição deste por seus desentendimentos com Zelenski.

PROTESTOS

Desde a semana anterior, centenas de pessoas se concentraram na capital, Kiev, com cartazes improvisados de papelão e entoando o hino nacional da Ucrânia, apesar de a Rússia continuar lançando ataques aéreos noturnos.

"Isso continuará o tempo que for necessário; terminará quando nosso presidente nos der uma resposta", declarou à AFP Irina Kostiuk.

Em Kiev, a indignação dos jovens manifestantes não parecia que fosse diminuir em breve; enquanto isso, Zelenski tentava encontrar uma solução que satisfizesse a todos e evitasse divisões em plena invasão russa.

As primeiras concentrações surgiram espontaneamente na quinta-feira pela manhã em apoio a Fedorov, jovem ministro de 35 anos especialista em tecnologia, cujos esforços para modernizar as Forças Armadas o colocaram frequentemente em conflito com a hierarquia militar.

O subcomandante da Força Aérea apresentou sua demissão em apoio a Fedorov, e outro alto comando militar, Mijailo Drapati, também criticou a decisão.

Por sua vez, Fedorov pediu a destituição de Sirski, e seus apoiadores começaram a se mobilizar nas redes sociais e nas ruas, entoando com cada vez mais força: "Fora Sirski!".

"Sirski é um açougueiro... Prefere combater com soldados a com drones", afirmou uma das manifestantes, Viktoria Osipenko.

Segundo o analista Anatoli Oktisiuk, Sirski "se tornou refém da situação" e, quanto mais tempo Zelenski o mantiver em seu cargo, "mais profundo será o conflito social e político".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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