Zach Cregger busca trazer a linguagem do videojogo para o cinema em "Resident Evil"
Zach Cregger, fã consumado de "Resident Evil", estabeleceu um único objetivo para esta nova adaptação do famoso videojogo para a tela grande: manter-se imerso no formato. Para isso, o aclamado diretor decidiu apoiar-se na linguagem audiovisual dos videojogos no momento de rodar, igualando a perspectiva do espectador com a do protagonista Austin Abrams.
"(Queria) permanecer fiel ao espírito dos jogos (...) É um novo personagem, mas a história deve parecer como se sente o videojogo", disse Cregger em entrevista à AFP. Cregger optou por posicionar a câmera atrás de Abrams "e, enquanto ele se move, a câmera gira para mostrar o que está vendo". "Há muita coordenação entre ele e o operador de câmera para nos certificarmos de que pareça um videojogo ou como uma visão em primeira pessoa". O diretor também extraiu do formato o ritmo e a evolução do armamento. "Você começa com uma pistola, e depois uma escopeta, e depois uma metralhadora. Tudo isso vem do videojogo", comentou Cregger.
"Apostar de cheio no terror"
"Resident Evil", que chega aos cinemas estadunidenses nesta sexta-feira, segue Bryan (Abrams), um mensageiro que estende seu turno noturno para entregar um pacote de um hospital. Uma encomenda ordinária que se transformará em um pesadelo.
Cregger, diretor da bem-sucedida "A Hora do Desaparecimento", inclinou-se mais para o terror do que para a ação nesta nova adaptação cinematográfica da franquia.
"Queria apostar de cheio no terror e naquela sensação de angústia que cresce lentamente e que os jogos conseguiram transmitir tão bem ao longo de toda a saga", disse. Para as cenas de ação, Abrams aumentou ligeiramente de peso e treinou um pouco, mas não quis passar por uma transformação física significativa.
Sob sua perspectiva, Bryan tinha que parecer como alguém que não necessariamente se exercitava diariamente. "Uma parte do desafio era que queria que o personagem não parecesse como alguém que pudesse enfrentar isso", disse Abrams à AFP.
"Quanto mais em forma, mais você vai sentir 'ok, talvez você consiga fazer isso'". O ator de 30 anos confessou que nunca havia jogado "Resident Evil" até conseguir o papel principal.
Agora está familiarizado com a franquia e não acredita que sobreviveria se o calvário que Bryan enfrenta ocorresse na vida real. A história de "Resident Evil" já havia sido adaptada ao cinema por diretores como Paul W. S. Anderson.
Cregger está ciente de que sua abordagem pode não satisfazer muitos fãs que esperavam a inclusão de determinados personagens ou linhas narrativas do videojogo, mas manteve-se fiel à sua visão.
"Lamento que este filme não seja isso, mas sinto que se tivesse feito isso, teria arruinado", disse. "Para mim, o melhor é contar uma história original que celebre tudo o que amo dos videojogos".
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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