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Polícia

Viúva de Eulalio Lalo Gomes apela resolução que rejeitou reabertura de investigação sobre morte

20/08/2026 04:45 2 min lectura 20 visualizações

A viúva do deputado Eulalio Lalo Gomes apelou a resolução do juiz de Garantias de Pedro Juan Caballero, Martín Areco, que rejeitou a reabertura da causa que investigava os policiais após a morte do legislador em 19 de agosto de 2024, durante um allanamento.

Joana Izabel Rodrigues, viúva de Gomes, através da abogada Noelia Núñez, apresentou recurso de apelação contra a resolução de 10 de agosto passado, pela qual foi rejeitado seu pedido de reabertura da causa.

No caso, o Ministério Público havia requerido a desestimação da investigação contra o policía Pablo David Torales, o que foi admitido pelo juiz, após dar-lhe o trâmite de oposição.

Contudo, a representante da viúva havia pedido a reabertura pelos fatos que considera novos, como o resultado da autópsia realizada pelo médico forense Pablo Lemir.

A querela havia requerido a reabertura para a realização de uma junta médica sobre as conclusões.

O juiz correu vista ao Ministério Público, mas o mesmo não respondeu dentro do prazo. Com isso, rejeitou o pedido, já que entendia que é o órgão investigador, neste caso o Ministério Público, o único que poderia solicitar a reabertura da investigação.

Agora, a abogada Noelia Núñez assinala que isso lhe causa um gravame irreparável, já que cerceia o direito à tutela jurisdicional efetiva, o devido processo, o direito à verdade material e o exercício pleno dos direitos da vítima.

Pede aos camaristas que revoquem a sentença, levando em conta, segundo diz, que a pretensão de um monopólio fiscal absoluto e privativo anula o direito da vítima de reclamar a reabertura.

Diz que o juiz incorre em um vício hermenêutico insustentável com a citada interpretação. Cita o Código Processual Penal e a Constituição. Diz que o juiz esquece que a vítima não é uma convidada de pedra.

Fala que se inverteu de forma arbitrária os efeitos da caducidade processual, ao não levar em conta o dito pelo Ministério Público, porque se deu fora do prazo dado pelo juiz.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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