Vítimas da máfia das notas promissórias "reprovaram" ministros da Corte
Membros da coordenadora de Vítimas da Máfia das Notas Promissórias se mobilizaram até a sede do Jurado de Enjuiciamento de Magistrados (JEM), onde se realizava uma audiência de alegações da juíza de Paz Analía Cibils, envolvida na máfia das notas promissórias.
"Viemos exigir porque não há celeridade, não há interesse por parte das autoridades judiciais e deste Jurado de Enjuiciamento de Magistrados, que devem dar o exemplo para que possa haver celeridade", relatou a NPY um dos dirigentes.
Da mesma forma, o homem assinalou que existem dados reais, vítimas e milhares de afetados e que por essa razão se exige abrir um debate sobre o caso ao mesmo tempo em que se faz uma entrega simbólica de cadernetas de qualificações para os ministros da Corte Suprema de Justiça.
"Vamos entregar as cadernetas simbolicamente aos ministros e também à Corte. Reprovados totalmente e isso requer que a sociedade, que os políticos e que este Jurado de Enjuiciamento de Magistrados cumpra sua função. Porque aparentemente eles não querem cumprir sua função, querem derivar ao plano penal que é totalmente diferente para nós", reprovou o dirigente.
Da mesma forma, assinalou que a caderneta é um símbolo de recomendação da sociedade ao juízo político e a destituição imediata dos ministros da Corte Suprema de Justiça.
Com relação a Analía Cibils, o dirigente assinalou que o Jurado deve definir sobre a destituição da juíza suspensa porque existem elementos suficientes.
"Eles não podem sair disso postergando, suspendendo este juízo para esperar a questão penal, porque há questões administrativas, questões de funcionamento que competem ao Jurado de Enjuiciamento", expressou.
O dirigente também destacou que no ano passado enviaram várias notas e solicitações à Corte Suprema de Justiça, inclusive ao presidente e através dele a todos os membros, no entanto, não receberam resposta.
"Somente tivemos respostas individuais por iniciativa de alguns ministros. Nada mais, isso, mas sem resposta. Então nós no ano passado já nos decidimos a retirar da Corte Suprema de Justiça, agora exigimos desta maneira", assinalou com referência à manifestação feita.
Nesta quinta-feira o JEM seguiu com o estudo do caso. O fiscal acusador Celso Ayala apresentou suas alegações e pediu que a juíza de Paz Analía Cibils seja removida.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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