Vírus respiratórios: situação epidemiológica no Paraguai
Cifras de consultas e hospitalizações
O Ministério da Saúde informou que se notificaram 10.264 consultas por doenças respiratórias tipo influenza (ETI) nos Centros Sentinelas, entre as semanas epidemiológicas 21 a 24 (24 de maio a 20 de junho). A nível de país se reportaram um total de 39.823 consultas por doenças tipo influenza na última semana epidemiológica 24.
Ingressos em cuidados intensivos
Foram contabilizadas 1.478 pessoas hospitalizadas por infecções respiratórias agudas (IRAG) nas últimas quatro semanas nos Centros Sentinela. O 15% dos internados ingressou na unidade de cuidados intensivos. A proporção de hospitalizados se mantém acima do umbral estacional e dentro da curva epidêmica média, indicando um elevado número de ingressos para a temporada, embora dentro do esperado para esta época do ano.
Populações mais afetadas
A ocupação de leitos se concentra nos setores mais vulneráveis: os adultos maiores representam o 26% dos pacientes hospitalizados, seguido da faixa de crianças e jovens entre 5 e 19 anos com o 21% dos ingressos, enquanto o 20% dos internados tem menos de 2 anos. Os vírus respiratórios predominantes identificados neste período em pacientes hospitalizados foram: rinovírus, influenza A (H3N2) e vírus sincicial respiratório.
Óbitos e coberturas vacinais
Nas últimas quatro semanas se confirmaram 29 falecidos por vírus respiratórios associados a: rinovírus (14), influenza A H3N2 (9), vírus sincicial respiratório (3) e parainfluenza (1), além de 2 coinfecções (influenza A H3N2 + parainfluenza; e vírus sincicial + rinovírus). Nenhum dos afetados contava com antecedentes de vacinação antigripal da temporada. No que vai de 2026 somam 112 os falecidos por vírus respiratórios.
A Campanha Inverno 2026 registra uma cobertura vacinal de 18% em menores de 2 anos e de 24% na faixa maior de 60 anos com a dose contra a influenza. Em gestantes, o percentual de vacinados com a antigripal chega a 3%, em pessoas com diabetes a 0,7%, com cardiopatias a 0,9%, com outras comorbidades 1%, e em pacientes com asma e DPOC a cobertura alcança 13,9%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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