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Sociedade

Violinista profissional: A música como acompanhamento em momentos de despedida

20/08/2026 11:00 3 min lectura 23 visualizações

Uma vocação que surgiu de forma casual

Grissel Cañete (27) começou a tocar violino no ano de 2012 e desde 2019, ano em que terminou o colégio, se lançou como profissional. Além de atuar como professora deste instrumento, há quatro anos se dedica a oferecer um serviço especial: ambientar com música o último adeus aos seres queridos.

A oportunidade chegou de forma casual, quando um colega lhe pediu que o substituísse em um velório. Atualmente trabalha para uma funerária e é convocada quando os clientes solicitam este serviço. Além disso, realiza trabalhos em funerais a pedido de particulares.

Um trabalho versátil em distintos eventos

A violinista, residente na cidade de Lambaré, compartilhou sua experiência neste trabalho. "Como violinista, toco em distintos eventos. Sempre me concentrei no ensino e em tocar em casamentos, 15 anos, ambientar jantares e distintas classes de eventos", recordou.

Com o tempo, esta modalidade foi se consolidando em sua carreira profissional. "Porque é importante encontrar o momento exato onde e quando tocar, e quais canções", indicou sobre a importância de selecionar o repertório adequado.

Os primeiros desafios emocionais

No princípio, o desafio foi significativo. "A primeira vez que me pediram, disse que não, porque é um momento muito forte, muito duro, porque quando as pessoas escutam o violino, é o momento que desabam", apontou Cañete.

Esta experiência lhe permitiu dimensionar a importância de seu trabalho e o papel que desempenha a música em momentos tão difíceis da vida. "No princípio me custou, mas fui encontrando métodos para me concentrar em meu trabalho e dimensionar o lugar onde estou", especificou.

Um repertório aberto e flexível

Atualmente, esta modalidade é muito mais frequente em sua carreira. "Eu não toco apenas na empresa, como já me conhecem também me chamam para acompanhar missas e cultos e sem querer fiz um caminho nisso", referiu a jovem violinista.

O repertório geralmente inclui temas suaves e lentos, embora receba pedidos especiais das famílias. "Eu procuro hinos cristãos e canções lentas clássicas como 'À minha maneira', 'Honrar a vida'. Mas já me pediram '13 Tuyutí' para um avô e 'A Macarena' para uma senhora porque disseram que era muito alegre", comentou.

O aspecto emocional do serviço

Em ocasiões, não conseguiu se abstrair da emoção dos familiares. "Há cenários que custam mais. Quando são adultos é um ambiente mais resignado, mas no caso de crianças é mais difícil", apontou.

Apesar destas dificuldades, Cañete destacou que as pessoas, apesar de sua dor, são muito gratas. "É difícil, mas satisfatório, ajudar as pessoas em um momento vulnerável", expressou sobre seu trabalho.

Características do serviço

O serviço dura entre 20 a 30 minutos e pode realizar-se em diferentes momentos. "Há pessoas que querem despedir seu ser querido com música de fundo no salão. Mas também no momento de selar o féretro. No cemitério, quando se dirigem algumas palavras ou quando se desce o féretro", acrescentou.

Novos horizontes profissionais

Por outro lado, Cañete anunciou que em breve fará parte de uma orquestra que se está formando nas Forças Armadas, ampliando assim sua trajetória como músico profissional.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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