Vídeo: Polícia intimida com disparos a médicos manifestados em Ciudad del Este
Um grupo de médicos que saíram às ruas para pedir reajuste salarial e outros benefícios foram reprimidos por agentes policiais no centro de Ciudad del Este, Alto Paraná.
Os manifestantes buscavam avançar em direção à Ponte da Amizade quando foram interceptados pelos agentes.
Previamente queimaram um boneco ao estilo do tradicional Judas Kaí que fazia alusão ao presidente Santiago Peña e à ministra da Saúde, María Teresa Barán.
Os policiais lançaram balas de borracha ao ar para dispersar o grupo de médicos. Após alguns confrontos, a situação se acalmou.
A jornada começou com a concentração dos profissionais no quilômetro 3,5 da rota PY02 da capital esteña. De lá marcharam pela principal via até a rotatória Oásis e posteriormente continuaram até a rotatória Relógio, onde realizaram o ato simbólico de encerramento do protesto.
A mobilização realizou-se no marco da Greve Nacional de Médicos e, de acordo com os representantes do sindicato, teve um cumprimento de 100% nos postos, centros de saúde e hospitais públicos de Alto Paraná.
A doutora Idalia Medina, presidente da Associação de Médicos de Alto Paraná, sustentou que o final da greve legal não significa o fim dos protestos. Adiantou que os profissionais definirão novas ações durante uma assembleia geral.
"Esta luta não termina aqui", afirmou a dirigente, que questionou o Governo pela falta de respostas aos reclamos do setor.
Entre as principais reivindicações figuram melhores condições laborais, uma remuneração de acordo com a responsabilidade dos profissionais e o fornecimento permanente de medicamentos e insumos nos hospitais públicos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.