Vídeo: Homem é levado à força em Ñemby e continua desaparecido
O pessoal da Delegacia 58ª local interviu diante de um presumido fato de roubo agravado com privação de liberdade que ocorreu no interior de um supermercado, localizado nas ruas María Auxiliadora e Roa Bastos, no bairro Mbocayaty, da cidade de Ñemby, do Departamento Central.
Tudo isso ocorreu por volta das 19h30 da quinta-feira passada, detalhou à rádio Monumental 1080 AM o comissário Octavio Noguera, subchefe da delegacia policial que interveio no caso.
A vítima foi identificada como Alberto González Martínez, de 37 anos, domiciliado em Sajonia, Assunção, que estava em companhia de sua parceira María Jorgelina Ortiz, de 28 anos.
O subchefe policial detalhou que o casal estava a bordo de uma motocicleta e se deslocou até um ponto interessado em adquirir um veículo que encontraram por meio da plataforma Facebook Marketplace.
"Estavam a bordo de uma motocicleta e foram até a zona, em uma rua pouco iluminada, segundo manifestou a vítima, para ver um veículo, para comprar, para ver em que situação estava", especificou.
Nesse local, González desceu e se dirigiu a falar com algumas pessoas que estavam lá e, depois de um tempo, retornou junto à sua parceira e lhe disse para sairem do local, segundo o informe preliminar.
"Porque sua parceira ficou em cima da moto a alguns metros do lugar e Alberto, sua parceira lhe diz: 'Vamos daqui, vamos daqui'", indicou o policial à emissora de rádio.
Presumivelmente, quando a vítima aborda a motocicleta, inicia-se uma perseguição com os desconhecidos, que estavam a bordo de um automóvel Toyota, modelo Auri, cor branca.
O interventor continuou relatando que entraram em uma rua de paralelepípedos e, em meio ao desespero, a vítima entrou no supermercado, aparentemente acreditando que não a seguiriam até lá, mas os presumidos delinquentes entraram e o sacaram à força.
"Aparentemente, à ponta de arma de fogo. Diretamente vão sacar essa pessoa e o obrigam a se meter na parte traseira do Toyota e se dão à fuga", manifestou o comissário Noguera.
Segundo uma testemunha presencial do fato, os sujeitos e a vítima trocaram algumas palavras.
"A vítima lhes manifestou em guarani aos seus captores: 'Che perdoná, che perdoná che perdoná' (perdoem-me). Então, os delinquentes lhe dizem: 'Não, jahatavointe che ndive' (Não, você vai sair conosco)", continuou indicando o policial.
Até o momento, nada se sabe sobre o paradeiro de González Martínez e sua parceira vai declarar nesta sexta-feira perante a promotora Lourdes Bobadilla, encarregada da investigação do fato.
Os investigadores contam com imagens de circuito fechado do estabelecimento comercial e seguirão com as diligências para continuar recabando dados.
"No transcorrer da manhã vamos estar revisando o circuito fechado da zona da perseguição, para ver se podemos revisar melhor a placa e todas essas coisas. Por enquanto, não temos paradeiro dessa pessoa que foi privada de sua liberdade", enfatizou o comissário.
Segundo manifestações da parceira do homem, eles contavam com dinheiro para concretar a venda caso o auto tivesse os requisitos, mas os sujeitos notavelmente não levaram o dinheiro, assegurou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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