Vídeo: Celeste acusa Camilo Pérez de "olhar esposas alheias" e de vencer com carteira de HC
Senadora critica candidato colorado à Intendência de Assunção e questiona legitimidade dos votos obtidos
A senadora Celeste Amarilla lançou críticas contra o candidato colorado à Intendência de Assunção, Camilo Pérez, ao analisar os resultados das internas partidárias e o amplo respaldo obtido pelo movimento Honor Colorado em distintos pontos do país.
A legisladora pôs em dúvida que os mais de 81 mil votos obtidos por Pérez respondam exclusivamente à sua figura e atribuiu o resultado à "carteira sem limites" do presidente da ANR, Horacio Cartes.
"Não posso acreditar que 81 mil assuncenos queiram um senhor de reputação duvidosa. Permita-me que dude que esses votos foram por você", expressou durante sua intervenção.
Amarilla também questionou o perfil do candidato governista para a capital e afirmou que a vitória em Assunção faz parte de um fenômeno político mais amplo impulsionado pelo cartismo.
Zombou das emoções que Pérez demonstrou durante o dia eleitoral. "Às sete da manhã já chorava. Às oito e quarenta, chorou novamente. Às doze e quinze, chorava outra vez", ironizou.
Continuando com seus questionamentos, Amarilla sustentou que o candidato não transmite força para assumir a condução de uma cidade com múltiplos problemas de gestão. "Mas o que vai fazer esse tipo na Municipalidade? Que já é um desastre, dá vontade de chorar pelo estado da cidade", manifestou.
Afirmou que "ninguém quer um fraco, ninguém quer um senhor que olha esposas alheias. Ninguém quer isso para Assunção".
"Depois de Nenecho colocamos outro parecido, um fraco. Não, senhor Camilo, os 81 mil votos, permita-me que dude que foram por você", manifestou.
A senadora sustentou além disso que nas recentes internas "não vencem os candidatos, vence Cartes", e assinalou que o líder de Honor Colorado conseguiu uma vitória contundente sobre os setores dissidentes.
"Temos o Parlamento submetido a Cartes, o Poder Judiciário submetido a Cartes, a Procuradoria-Geral do Estado submetida a Cartes e além disso Cartes vai a umas internas e arrasa com a dissidência", afirmou.
Em outro momento, perguntou-se onde está a dissidência, e um legislador levantou a mão, ao que Celeste respondeu com sarcasmo: "Mas se você é dissidente, eu sou Larissa Riquelme".
Amarilla também dedicou parte de seu discurso a questionar a decisão da Sala Constitucional da Corte Suprema de Justiça que rejeitou a ação promovida pela ex-senadora Kattya González para reverter sua expulsão do Senado.
Dirigindo-se ao ministro Alberto Martínez Simón, presidente da CSJ, a legisladora expressou: "Vergonha, cobre o rosto, Alberto. Que desprestigio por uma besteira".
A critério da senadora, os magistrados atuaram contrariando o direito e a Constituição Nacional. "Que digno teria sido se você dissesse: 'Não me peçam isso. Eu não posso escrever algo diferente do direito e da razão'", sustentou.
Igualmente, acusou os integrantes da Corte de terem atuado por pressão política. "É gravíssimo o que aconteceu. Membros da Corte Suprema mentindo porque todos eles sabem que o que escreveram é mentira. Na realidade, prevaricaram por ordem", afirmou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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