Venezuela intensifica operações de busca e assistência humanitária após terremotos
Operações de busca em curso
Quase uma semana após os terremotos que deixaram 1.943 mortos registrados oficialmente, a Venezuela continua com operações de busca de sobreviventes, simultaneamente com o atendimento a dezenas de milhares de pessoas que ficaram sem moradia nem acesso a alimentos básicos.
Os equipos de resgate mantêm seus trabalhos apesar de as possibilidades de encontrar sobreviventes diminuírem. Na terça-feira foi registrado o resgate de uma criança de três anos encontrada com vida por socorristas jordanianos sob os escombros de um edifício, demonstrando que ainda há esperança de encontrar pessoas vivas. Equipes de resgatistas norte-americanos continuaram suas operações em conjuntos residenciais de Catia la Mar, embora em alguns casos não conseguissem estabelecer a presença de pessoas vivas.
Um caso destacado é o de Andrea Canónico, de 23 anos, que conseguiu sobreviver 48 horas sob seis metros de escombros. Canónico atribuiu sua sobrevivência a manter a calma durante o tempo em que permaneceu presa sob os resíduos.
Coordenação internacional de resgate
Um total de 27 países mobilizaram cerca de 40 equipes de busca e resgate na zona do desastre. Essas equipes contam com mais de 2 mil efetivos e pessoal de apoio, juntamente com mais de 160 cães especializados em operações de resgate, de acordo com informações de organismos internacionais.
Desafios humanitários
O estado de La Guaira, identificado como o mais afetado pelos terremotos, enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e o colapso de serviços básicos, segundo advertência do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A tensão nas comunidades aumenta pela disponibilidade limitada de recursos, evidenciando a urgência de ampliar a assistência humanitária.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou à comunidade internacional 50 milhões de dólares para alimentar aproximadamente 500 mil pessoas durante três meses. Esse valor reflete a magnitude das necessidades que surgiram em razão do desastre natural.
Riscos sanitários
Além do acesso a alimentos e abrigo, a situação apresenta riscos sanitários significativos. A Organização Mundial da Saúde alertou sobre a pressão extrema nos serviços de saúde e o potencial risco de doenças como sarampo, difteria e coqueluche nas áreas afetadas.
Pessoal médico voluntário, como Diorjailis Escalona, médica de 23 anos, continua oferecendo apoio na zona enquanto destaca a necessidade de contar com maior quantidade de medicamentos e recursos sanitários.
Estimativas de pessoas afetadas
As estimativas do impacto humanitário variam conforme a fonte. A Organização das Nações Unidas estima que aproximadamente 7 milhões de pessoas encontram-se em situação de desabrigadas, enquanto o governo contabilizou cerca de 16 mil pessoas nessa situação.
Em relação aos desaparecidos, a ONU estima em cerca de 50 mil o número de pessoas cujo paradeiro se desconhece após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 do dia 24 de junho.
Logística de assistência
O porto de La Guaira foi reativado com apoio dos Marines norte-americanos para facilitar a entrada de assistência humanitária na zona afetada. Esse porto, que havia ficado fora de serviço juntamente com o principal aeroporto da Venezuela, agora permite a entrada mais rápida de medicamentos, alimentos e outros recursos necessários.
Organismos internacionais anunciaram o fornecimento de 10 mil sacos mortuários como parte dos preparativos para a recuperação de corpos nas zonas de desastre.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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