Venezuela: Chavismo e grupo opositor iniciarão plano de trabalho em prol da democracia
As conversas entre ambas as partes haviam começado no passado 18 de junho, quando o presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, o chavista Jorge Rodríguez, se reuniu com Dinorah Figuera, que defende a continuidade do Legislativo eleito em 2015, de maioria opositora, enviada pelos Estados Unidos, mas o processo ficou suspenso pelos terremotos do passado 24 de junho que deixaram pelo menos 4.734 mortos.
A AN publicou nas redes sociais um breve comunicado assinado pelo também irmão da mandatária encarregada Delcy Rodríguez, no qual assinala que o plano tem como objetivo o "fortalecimento da democracia", assim como "enfrentar todos juntos as consequências do doblete sísmico".
Por sua parte, o grupo opositor explicou que se trata de uma "folha de rota para promover a estabilidade, a democracia e a recuperação nacional", com o fim de começar "a construção de uma nova etapa que abrirá caminho a uma Venezuela de progresso e liberdades".
O plano priorizará "o fortalecimento das instituições democráticas, do sistema eleitoral, e o restabelecimento das garantias para a participação política".
"Reafirmamos nosso compromisso de seguir avançando nesta folha de rota mediante um trabalho técnico e institucional para contribuir à reconstrução do país", reza o comunicado, no qual assinala também "a importância de atuar com unidade, responsabilidade e visão de futuro" diante da tragédia.
Este comunicado foi compartilhado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em sua conta pessoal de X.
O Parlamento de 2015 agradeceu ao Governo estadunidense pelo "seu firme respaldo ao povo venezuelano, tanto na resposta imediata à emergência humanitária como no seu acompanhamento aos esforços orientados à recuperação do país, a consolidação da estabilidade e o fortalecimento da institucionalidade democrática da Venezuela".
"A resposta dos Estados Unidos reafirmou que Venezuela não está sozinha. A ajuda humanitária, a recuperação e a reconstrução fazem parte de um mesmo esforço orientado ao bem-estar do povo venezuelano", assegurou.
Este plano de trabalho é anunciado ainda quando no passado sábado o presidente do Parlamento atual havia dito em uma coletiva de imprensa que, neste momento, não era uma prioridade preocupar-se com processos políticos e que já haveria "tempo" para decidir "quem vai" para o Tribunal Supremo ou para o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), encabeçados por funcionários afins ao chavismo.
Em uma entrevista com o jornalista Luis Olavarrieta, compartilhada no YouTube, Figuera declarou que se discutirá o desenho de uma "folha de rota para um processo eleitoral democrático onde possam eleger-se presidentes, governadores, prefeitos" e também uma Assembleia Nacional, segundo suas palavras, "legítima em todos os sentidos".
Assim também, a opositora esclareceu que no próximo 1º de agosto também se informará sobre "cada uma das pessoas que vão participar de lado e lado".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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