Vendedora de pescados denuncia Johana Vega por suposta ameaça durante campanha
Legisladora teria ameaçado pescadora com impedimento de acesso ao hospital distrital após recusa de voto
A pescadora Perla Oviedo encontrava-se em seu local de trabalho, à margem do rio Paraguai em Mariano Roque Alonso, Departamento Central, quando chegou uma comitiva política liderada pela deputada Johana Vega (ANR-HC), que realizava campanha a favor de seu irmão Julián Vega, atual vereador e candidato colorado-cartista à Intendência da cidade.
Conforme relato de dona Perla, Johana Vega a teria ameaçado informando que não seria atendida no Hospital Distrital de Mariano Roque Alonso em caso de problema de saúde, após a trabalhadora expressar sua recusa em votar em seu irmão.
A mulher trabalhadora se viu com a comitiva colando cartazes do candidato e solicitou que não o fizessem próximo ao seu ponto. Quando a legisladora governista se aproximou dela pedindo seu voto, ela recusou, gerando uma conversa acalorada que foi divulgada parcialmente pela rádio Monumental 1080 AM.
Vega se aproxima de dona Perla e lhe disse que, além de saber que ela é liberal (Partido Liberal Radical Autêntico), gostaria de contar com seu apoio, recebendo uma negativa clara e contundente da pescadora. A deputada decidiu insistir, perguntando por que não lhe daria a oportunidade de mudança, já que em Mariano Roque Alonso a municipalidade está nas mãos de Carolina Aranda, do PLRA.
"Não posso te dar essa oportunidade. Como você vai dar oportunidade, como vamos mudar se seu irmão esteve 16 anos na Municipalidade e não fez nada?", respondeu a trabalhadora, conforme se ouve no áudio do vídeo.
Vega pergunta a quem ela vai apoiar e menciona o marido de Carolina Aranda, atual intendenta, que é o candidato liberal que vai competir com Julián Vega. "A quem você vai apoiar, ao marido dele, que leva toda a grana para casa?", acusou, e dona Perla respondeu rapidamente: "E você, o que fez como deputada?".
"O que fiz? Muitas coisas fiz. Melhoramos o hospital, trouxemos viaturas novas, temos ambulâncias", continua a discussão, mas com uma distorção no áudio, onde deixa de se ouvir o som ambiente de fundo e Johana Vega continua dizendo "Não, tia, não é assim, não é assim, tia. Bem, nos vemos", ainda que com um tom mais limpo, sem ruído e um ambiente mais controlado.
Conforme dona Perla, a conversa prosseguiu. A mulher sustentou que, após a discussão, Johana Vega lhe teria advertido que não teria acesso ao centro de saúde de Mariano Roque Alonso se chegasse a ficar doente por não votar em seu irmão.
"Até aí no áudio está perfeito. Mas depois eu lhe digo isso a ela e ela sai e me diz: 'Bem, o dia que você ficar doente, que lhe compre os remédios fulano de tal'. E saio e lhe vejo: 'Eh, isso você me diz para mim?', relatou. "E o Hospital Distrital de Mariano Roque Alonso a partir de hoje não existe mais, então se você ficar doente procure outro lugar", denunciou a vendedora.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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