Uruguai reforçará controles sobre monensina em currais ante exigências europeias
País prepara auditoria sobre antimicrobianos prevista para 2027
Uruguai aumentará os controles sobre o uso de monensina em currais de engorde, ante maiores exigências do mercado europeu e uma auditoria sobre antimicrobianos prevista para 2027, segundo informou Rurales de El País.
Um funcionário do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), cuja identidade não foi divulgada, explicou ao meio que o objetivo é demonstrar o cumprimento das condições de uso do produto.
Segundo a fonte, no Uruguai a monensina está habilitada para uso terapêutico. Sobre essa autorização se apoiará o trabalho das autoridades, que também buscarão revisar a situação junto com a cadeia produtiva.
O processo incluirá intercâmbios com os currais de engorde para identificar possíveis fraquezas e corrigi-las antes da inspeção.
"Essa auditoria vai ser muito exigente nesses temas", apontou o funcionário.
Rurales indicou que Uruguai acaba de receber outra auditoria europeia e que a equipe do MGAP já prepara a próxima visita, focada em antimicrobianos.
A revisão do uso de monensina se incorpora assim à preparação sanitária uruguaia para responder às exigências de um de seus mercados de exportação.
Brasil: o retorno da carne bovina poderia demorar dois anos
O antecedente mais imediato é Brasil, cujos envios de carne ao bloco europeu ficaram suspensos desde 3 de setembro. Segundo informou Reuters, a Comissão Europeia fundamentou a medida na falta de garantias suficientes sobre o cumprimento de suas regras relativas ao uso de substâncias antimicrobianas.
As perspectivas de retorno diferem entre as cadeias produtivas. O Ministério da Agricultura brasileiro comunicou que uma auditoria europeia avaliou favoravelmente os controles em carne de aves e mel. A pasta solicitou que o relatório seja tratado na reunião do comitê europeu competente, prevista para 20 e 21 de outubro, como parte do procedimento para recuperar a autorização de exportação. Esse avanço não implica uma reabilitação da carne bovina.
Para os bovinos, o horizonte seria mais prolongado. Segundo Folha de S.Paulo, Eric Thévenard, chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia, estimou ante uma comissão do Parlamento Europeu que o retorno não ocorreria em menos de dois anos. Vinculou essa projeção com a necessidade de garantir o cumprimento dos novos protocolos desde o nascimento até o abate. Trata-se de uma estimativa, sem uma data definitiva de reabertura anunciada.
Produtores irlandeses pedem restrições para Argentina
A pressão também alcançou Argentina. A Associação de Produtores Irlandeses (IFA) pediu à Comissão Europeia suspender as importações de carne bovina argentina, apoiando-se em um estudo sobre resíduos de antimicrobianos e diferenças entre as substâncias detectadas e os tratamentos registrados em currais de engorde.
Irish Farmers Journal informou que o presidente da IFA, Francie Gorman, reclamou estender a Argentina as mesmas restrições impostas ao Brasil.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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