Uruguai: dívida dos frigoríficos com os bancos atingiu recorde de US$ 557 milhões
A indústria frigorífica do Uruguai atingiu em agosto de 2026 um novo máximo de endividamento com o sistema bancário, ao acumular obrigações de US$ 557,6 milhões, um incremento de 30,1% frente ao mesmo mês do ano anterior. Entretanto, o aumento do financiamento não esteve acompanhado de uma deterioração no cumprimento dos pagamentos, já que a proporção de créditos vencidos desceu para seu nível mais baixo dos últimos três anos.
De acordo com informações do Banco Central do Uruguai (BCU), divulgadas por Tardáguila Agromercados, o endividamento da indústria frigorífica se situou no nível mais alto pelo menos desde 2019, superando o máximo anterior de US$ 518,5 milhões registrado em junho deste ano.
Somente durante agosto, as obrigações bancárias do setor aumentaram US$ 56,5 milhões, equivalentes a uma expansão mensal de 11,3%, a maior registrada desde outubro de 2022. Na comparação interanual, o crescimento foi de aproximadamente US$ 129 milhões, considerando que em agosto de 2025 a dívida se encontrava em US$ 428,5 milhões.
O informe também precisou que este incremento não respondeu a uma variação cambial. Medida em moeda uruguaia, a dívida cresceu 11,2% durante agosto, passando de 19.886 milhões para 22.147 milhões de pesos, enquanto a cotação do dólar permaneceu praticamente estável, entre 40,27 e 40,24 pesos.
Um dos aspectos mais relevantes do comportamento financeiro da indústria frigorífica uruguaia é que o maior endividamento esteve concentrado nos créditos vigentes e não nas obrigações atrasadas. Segundo a análise publicada com base nos registros do BCU, os créditos vigentes dos frigoríficos aumentaram de US$ 493,79 milhões em julho para US$ 550,32 milhões em agosto. Por sua vez, os créditos vencidos se mantiveram em aproximadamente US$ 7,32 milhões.
Desta forma, a participação dos créditos vencidos sobre o financiamento total desceu para 1,31%, frente aos 1,46% de julho e aos 1,59% registrados em agosto de 2025, atingindo o menor percentual dos últimos três anos.
Outro dado destacado é que, durante o trimestre compreendido entre junho e agosto, o endividamento total dos frigoríficos apresentou média de US$ 525,75 milhões, com uma expansão interanual de 23%. Nesse mesmo período, os créditos vencidos apresentaram média de US$ 7,47 milhões, registrando uma redução de 14% em relação ao ano anterior.
O endividamento dos pecuaristas também se mantém elevado
O incremento do financiamento não se limita à indústria frigorífica. Conforme dados do BCU publicados por Tardáguila Agromercados, as explorações pecuárias uruguaias registraram em agosto uma dívida bancária de US$ 1.344,1 milhões, apenas US$ 6 milhões abaixo do recorde atingido em julho e com uma expansão interanual de 13%.
No conjunto do setor agropecuário uruguaio, as obrigações bancárias chegaram a US$ 4.215,4 milhões, o segundo maior...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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