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Paraguai

Uruguai coincide em manter vacinação contra a febre aftosa

Indústria frigorífica uruguaia rejeita suspensão da imunização, posição que se alinha com debate atual no Paraguai

16/05/2026 14:00 3 min lectura 0 visualizações
Uruguay coincide con seguir vacunando contra la aftosa

Referentes da indústria frigorífica do Uruguai coincidiram em que não existem condições para suspender a vacinação contra a febre aftosa, uma postura que guarda similaridades com o debate atualmente instalado no Paraguai, onde setores pecuários expressam sua rejeição à intenção do Senacsa de avançar rumo a um eventual retiro da imunização.

A discussão se desenvolveu durante o programa La Industria Responde, organizado pela Associação Rural do Uruguai e transmitido pelo meio uruguaio Valor Agregado, onde industriais e executivos do setor carniceiro analisaram o impacto comercial e sanitário de uma eventual suspensão da vacinação.

Um dos participantes foi Marcelo Secco, CEO da Marfrig, que sustentou que nas atuais condições não resulta necessário deixar de vacinar e que o status sanitário de país livre de aftosa com vacinação não representa uma limitação para acessar mercados internacionais.

O executivo indicou que qualquer decisão de abandonar a vacinação deve estar respaldada por evidência científica suficiente e por um conhecimento claro da situação epidemiológica regional e mundial. Além disso, advertiu sobre a preocupação existente por novos surtos da doença em distintas partes do mundo.

Secco ressaltou igualmente que o Uruguai, mantendo o esquema de vacinação, conseguiu acessar mercados preferenciais e consolidar oportunidades comerciais relevantes para sua carne.

PEDEM GARANTIAS. Na mesma linha, Alberto González, diretor do Frigorífico Las Piedras, afirmou que o Uruguai "sob nenhum conceito" deveria deixar de vacinar enquanto não existirem garantias absolutas de que a doença não representa um risco para o continente.

"O país tem pouco a ganhar deixando de vacinar e muito a perder se aparecer um foco de aftosa", sustentou o industrial, que recordou além disso que o Uruguai conseguiu habilitações em mercados altamente exigentes como Coreia e Japão conservando seu atual status sanitário.

Por sua vez, Eduardo Urgal, diretor dos frigoríficos uruguaios Pando e San Jacinto, indicou que em vez de impulsionar campanhas para abandonar a vacinação, os países deveriam promover que todos continuem imunizando seus rebanhos.

As declarações dos industriais uruguaios se produzem em um contexto em que o Paraguai também atravessa uma forte discussão sobre o futuro do esquema sanitário contra a febre aftosa. Enquanto o Senacsa analisa avançar rumo a um status sem vacinação, referentes da produção e da indústria carniceira paraguaia vêm manifestando sua preocupação e consideram que ainda não estão dadas as condições regionais para assumir esse risco.

A posição do setor produtivo paraguaio coincide com a uruguaia, pois sustenta que a vacinação segue sendo chave para preservar o patrimônio pecuário, evitar eventuais surtos e garantir as exportações a mercados exigentes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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