Ursula von der Leyen insta a regulação do acesso de menores às redes sociais na UE
A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que chegou "a hora de agir" para regular o acesso dos menores às redes sociais, após a publicação de um estudo que confirma os riscos para seu bem-estar físico e mental.
Segundo uma pesquisa realizada entre mais de 25 mil pais nos 27 países da UE, os jovens europeus "passam uma média de 4,5 horas por dia on-line nos dias letivos, e 6,1 horas por dia nos fins de semana".
Além disso, 14% dos adolescentes passa mais de 10 horas diárias diante de uma tela, conforme a investigação realizada no marco do Eurobarómetro.
Além dos problemas vinculados a este consumo excessivo, muitos jovens estão expostos a conteúdos problemáticos através das redes sociais com múltiplos efeitos em sua saúde, indicou o estudo.
"As redes sociais podem criar vínculos e inspirar. Mas quando um de cada três jovens afirma que lhe provocam estresse, tristeza ou um sentimento de exclusão, não podemos ignorar seu impacto na saúde mental e no bem-estar", expressou Ursula von der Leyen.
"E quando uma quarta parte de nossos jovens enfrenta conteúdos problemáticos on-line — discursos de ódio, pressões relacionadas à imagem corporal, violência inesperada — é um sinal claro de que chegou a hora de agir", acrescentou a presidenta da Comissão Europeia.
Comitê de especialistas e recomendações
Estes números foram publicados ao finalizar os trabalhos de um comitê de especialistas encarregado de aconselhar Bruxelas sobre a possível proibição das redes sociais para menores em escala de UE.
O comitê apresentará suas recomendações ao Executivo europeu em 13 de julho.
Iniciativas em outros países europeus
Vários países da UE seguiram os passos da Austrália e trabalham no estabelecimento de uma maioridade digital para as redes sociais, como França, Espanha e Dinamarca.
Enquanto se toma uma decisão no bloco, a Comissão apresentou em abril uma aplicação europeia de verificação de idade que poderá ajudar os Estados membros a aplicar as proibições nacionais.
Reino Unido também anunciou sua intenção de proibir as redes sociais aos menores de 16 anos, mediante uma lei que se espera para o final do ano.
A proibição afetará redes sociais como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X, mas não a aplicativos de mensageria como WhatsApp e Signal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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