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Internacional

Espanha reporta retorno à normalidade em Ceuta após crise migratória

01/08/2026 17:30 3 min lectura 18 visualizações

Situação em Ceuta

As autoridades espanholas anunciaram no sábado o retorno a uma "razoável normalidade" em Ceuta após a partida da maioria das dezenas de milhares de pessoas que ingressaram desde Marrocos para este enclave norteafricano durante uma crise migratória que será abordada pelos ministros do Interior da União Europeia na terça-feira.

O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, deslocou-se até a cidade para transmitir uma mensagem de tranquilidade, sinalizando que embora "a crise não se dê por encerrada", a situação apresenta características de "razoável normalidade".

O funcionário reconheceu que "quase todos" os migrantes que ingressaram massivamente na quinta-feira — aproximadamente 60 mil em apenas 24 horas — já haviam abandonado o território, embora tenha admitido a dificuldade de estabelecer cifras exatas.

Perspectivas divergentes

Por sua vez, o presidente da cidade, Juan Vivas, apresenta uma avaliação diferente, negando que exista "normalidade" e enfatizando que ainda permanecem "milhares de pessoas que devem ser retornadas". A cidade autônoma, com aproximadamente 84 mil habitantes, experimentou uma das maiores crises migratórias de sua história, com a chegada de dezenas de milhares de pessoas, principalmente homens jovens e adolescentes, tanto a nado como atravessando as cercas fronteiriças.

Pelo menos 67 pessoas faleceram na tentativa de chegar ao enclave, conforme um novo balanço do governo. Durante o sábado observava-se novamente atividade em cafés e tráfego veicular, embora também se formassem filas em supermercados.

Alguns residentes reportaram inconvenientes no abastecimento. "As prateleiras estão vazias", comentou uma dona de casa consultada. Uma trabalhadora do setor de alimentos sinalizou que persistem situações de desordem e falta de tranquilidade na cidade.

Medidas de segurança

No sábado começou a instalação de uma nova barreira flutuante que se estende no mar junto ao molhe de concreto que delimita esta fronteira, uma das duas terrestres entre África e a União Europeia, sendo a outra a de Melilla, o segundo enclave espanhol no norte da África.

Contexto diplomático

O ingresso de milhares de pessoas desencadeou uma crise diplomática entre Espanha e vários de seus parceiros europeus, particularmente Itália, cujos líderes questionam o enfoque do Governo espanhol em matéria de gestão migratória.

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, solicitou uma reunião urgente dos ministros do Interior da União Europeia. Em comunicação dirigida à presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou preocupação por "preconceitos, notícias falsas, ignorância ou interesses políticos" e criticou respostas que caracterizou como "egoístas, polarizantes e ilegais".

Posteriormente, 22 líderes europeus respaldaram a petição de uma reunião urgente, incluindo representantes da Itália e Alemanha. Em carta aberta sinalizaram: "Não podemos permitir que cruzamentos massivos e incontrolados (...) deem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia", solicitando "uma resposta europeia imediata e coordenada".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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