Sábado, 20 de Junho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Udagawa sobre a aftosa: "Enquanto houver vacas na rota, não podemos deixar de vacinar"

01/05/2026 03:45 3 min lectura 74 visualizações
Udagawa sobre la aftosa: “Mientras haya vacas en la ruta, no podemos dejar de vacunar”

Em meio ao debate sobre o futuro da vacinação contra a febre aftosa no Paraguay, o presidente da Associação Brahman Paraguay, Yunzo Udagawa, foi categórico ao marcar a necessidade de manter o esquema atual até que o país esteja plenamente preparado.

"Enquanto houver vacas na rota, não podemos deixar de vacinar", afirmou, ao expor de maneira direta as debilidades estruturais que ainda apresenta o sistema produtivo e sanitário.

O dirigente sinalizou que, embora exista abertura para discutir uma eventual mudança de status, qualquer decisão deve basear-se em condições reais e em um consenso técnico amplo.

Nesse sentido, valorou a postura do Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa) de sustentar a vacinação nos próximos anos, ao considerar que aporta previsibilidade em um contexto de incerteza.

Udagawa explicou que deixar de vacinar não é em si o problema, senão fazê-lo sem contar com as ferramentas necessárias para responder ante um eventual surto. "Temos que estar preparados para um caso, não podemos tomar uma decisão só para a foto", advertiu.

Nessa linha, sustentou que hoje a grande maioria do setor produtivo não se sente em condições de avançar rumo a um esquema sem vacinação. Segundo indicou, cerca de 99% dos pecuaristas considera que ainda existem falências em controle, infraestrutura e coordenação institucional.

O titular da Brahman Paraguay remarcou que o desafio não é unicamente sanitário, senão também organizacional, já que implica a participação de múltiplos atores, desde o Estado —com organismos como Senacsa, ministérios e forças de controle— até governos locais e produtores.

"A decisão não pode ser isolada, tem que envolver todos nós", sinalizou, ao mesmo tempo em que advertiu sobre as inconsistências que ainda se observam no manejo do rebanho, com distintos níveis de exigência segundo o setor.

Além disso, relativizou o impacto econômico imediato que poderia ter uma mudança de status, sinalizando que hoje não existe evidência conclusiva de que deixar de vacinar implique automaticamente melhores preços para a carne paraguaia no mercado internacional.

No entanto, reconheceu que, em um cenário ideal e com as condições dadas, um sistema sem vacinação poderia aportar benefícios indiretos, como uma melhora na eficiência produtiva ao evitar movimentos desnecessários de gado.

Porém, insistiu em que esse cenário ainda está longe. "Primeiro temos que ordenar o básico", enfatizou, utilizando como exemplo a circulação de animais soltos como um sinal claro de que o sistema ainda não está preparado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.