TSJE rejeita denúncias sobre máquinas e alega que críticos "têm uma agenda traçada"
A controvérsia em torno das máquinas de votação para as eleições internas municipais do próximo 7 de junho escalou nas últimas horas após o duro comunicado emitido por representantes técnicos acreditados de partidos e movimentos minoritários, que denunciaram supostas restrições, falta de transparência e ausência de condições mínimas para realizar uma auditoria independente do sistema eletrônico utilizado pelo Tribunal Superior de Justicia Electoral.
Porém, desde a própria Justicia Electoral saíram ao encontro das acusações. O diretor de Financiamento Político do TSJE, Cristhian Ruiz Díaz, rejeitou categoricamente as denúncias e sustentou que vários dos questionamentos respondem mais a interesses políticos do que a objeções técnicas reais.
"É o que eles manifestam. Mas imagina, há um deles a quem demos um mês e nem mesmo compareceu, compareceu apenas três vezes e é um dos que mais objetavam o prazo", afirmou o funcionário ao se referir a alguns dos representantes técnicos signatários do comunicado.
Ruiz Díaz garantiu que o TSJE permitiu "tudo o que podia se abrir" dentro dos limites legais e contratuais estabelecidos com a empresa fornecedora da tecnologia, a firma argentina MSA (Magic Software Argentina). Segundo explicou, alguns dos reclamos formulados pelos técnicos opositores eram inviáveis do ponto de vista jurídico e operativo.
"Queriam levar as máquinas de votação para seus laboratórios e isso não pode acontecer. Também queriam que lhes entregássemos o código-fonte e há que se lembrar que o código-fonte está protegido por direito de propriedade intelectual", apontou.
O diretor recordou ainda que o TSJE não é proprietário da tecnologia, mas que a aluga para o processo eleitoral, portanto, segundo disse, a instituição tem a obrigação de respeitar as condições contratuais e os direitos intelectuais da empresa fornecedora.
"Estamos alugando esta tecnologia; portanto, devemos ser zelosos em respeitar o direito que assiste à empresa que nos está fornecendo isso", enfatizou.
Ruiz Díaz também respondeu especificamente a outra das acusações realizadas pelos técnicos, que sustentam que se restringiu o uso de ferramentas independentes durante o processo de verificação.
"Isso é totalmente falso", retrucou o funcionário. Segundo indicou, durante o período de laboratório os representantes acreditados sim tiveram acesso a distintos dispositivos e ferramentas eletrônicas para tentar vulnerar o sistema.
"Inclusive utilizaram ferramentas eletrônicas que podem clonar cartões de crédito para vulnerar o sistema e não conseguiram vulnerar absolutamente nada", afirmou.
Nesse contexto, citou inclusive declarações de um dos representantes técnicos vinculados ao Partido Liberal Radical Autentico, Carlos Díaz, quem, segundo Ruiz Díaz, chegou a apontar que "desmontaram a máquina de votação e não encontraram absolutamente nada".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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