Máquinas de votação: "Não existe direito a difamar", questiona o presidente do TSJE
O presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Jorge Bogarín, questionou as acusações de certos setores políticos que atacam e pretendem instalar o discurso de descrédito das máquinas de votação que serão utilizadas para as internas partidárias simultâneas de 7 de junho e as eleições gerais municipais de 4 de outubro deste ano.
"Há que se destacar que estamos vivendo em uma democracia e nesse sentido escutamos todas as vozes que se estão levantando, inclusive obviamente as críticas, existe o direito a duvidar, existe o direito a levantar dúvidas, mas o que não existe é o direito a difamar, a insultar, porque isso não constrói, o que constrói vai ser um diálogo entre todas as forças políticas", expressou o presidente da máxima instância eleitoral à rádio 780 AM.
O ministro garantiu que durante a auditoria realizada no mês de fevereiro, na qual participaram técnicos das agrupações políticas, não se registrou nenhum tipo de vulnerabilidade. Também apontou que muitos dos técnicos que agora questionam o sistema nem sequer completaram o circuito de auditoria que se desenvolveu durante dois meses.
"Realizamos uma auditoria das máquinas de votação durante todo o mês de fevereiro e o resultado mais concreto, posso dizer, trouxeram inibidores de sinais, ímãs, muitas coisas, testaram, abriram as máquinas, destriparam as máquinas, e finalmente o resultado é que não se pôde alterar nenhum sistema de votação, não se pôde carregar, nem hackear absolutamente nada", afirmou.
A intenção real por trás da campanha
Para o titular do TSJE existe outro tema por trás da campanha de desprestigio por parte de alguns setores políticos, que é voltar às listas sábanas e ao uso das cédulas de papel, porém, para o sistema eleitoral paraguaio isso seria como um retrocesso.
"Por trás dessa campanha sistemática está a intenção de algumas pessoas de voltar às listas bloqueadas, às listas fechadas, às listas sábanas e consequentemente também às cédulas de papel. Emitimos várias opiniões com nossos organismos técnicos no sentido de que para nós seria um retrocesso", apontou.
Esclareceu que a Justiça Eleitoral apenas está dando cumprimento à lei estabelecida em 2019, a lei 6318, que estabelece o sistema de votação eletrônica e o voto preferencial. "Temos técnicos muito capacitados que estão preparados para qualquer tipo de decisão nesse sentido", apontou.
A respeito disso, sinalizou que se existe uma intenção de mudar o sistema, "o lugar natural onde esse debate deve ocorrer é no Parlamento Nacional, isso tem que estar muito claro, amanhã podem atirar em nós, podemos desaparecer, mas o sistema vai estar e qualquer mudança, qualquer alteração do sistema eleitoral tem que ocorrer no Parlamento Nacional". E finalmente, sustentou que "a chave é o diálogo, e estamos em condições de responder, esclarecer tudo o que está sendo levantado".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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