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Internacional

Trump anuncia início de novas negociações com Irã

03/08/2026 07:45 4 min lectura 21 visualizações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que na segunda-feira começarão novas negociações com o Irã, depois de optar por não realizar ataques militares e buscar um acordo que termine o conflito que se estende desde 28 de fevereiro. O mandatário republicano informou a jornalistas que as conversações abordariam a situação no estreito de Ormuz, uma rota estratégica que se tornou um ponto central do conflito. O diálogo também incluirá, em última instância, a questão da desnuclearização do Irã.

O Irã indicou que se encontrava próximo a alcançar um acordo com Omã sobre uma nova rota através do estreito, zona onde um petroleiro reportou uma explosão próxima, o que reflete a volatilidade atual dessa via marítima. Após o anúncio de Trump sobre as novas negociações, os preços do petróleo registraram quedas na abertura dos mercados asiáticos.

Por volta das 22:50 GMT do domingo, o preço do Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo bruto, caía 4,69% a 83,81 dólares por barril. Seu equivalente estadunidense, West Texas Intermediate, cedia 4,67% a 80,72 dólares por barril. Estados Unidos e Irã mantêm uma confrontação desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques por surpresa, embora tenha havido períodos de relativa calma graças às negociações diplomáticas intermitentes.

A retomada dos ataques no mês passado incrementou as preocupações sobre um possível acirramento dos combates.

Trump havia sinalizado que golpearia o Irã com severidade, e segundo reportagens, avaliava novos ataques, inclusive contra infraestruturas energéticas. O presidente estadunidense mudou de rumo no sábado, ao afirmar que o marco de um acordo já se encontrava disponível.

"Agora o que estamos fazendo é conversar com eles em forma de negociação. Começa amanhã (segunda-feira) à tarde", manifestou Trump sem fornecer detalhes sobre a localização do encontro ou os participantes.

Trump indicou também que tanto o Irã quanto Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar — seus aliados estratégicos — lhe solicitaram adiar os ataques, os quais teria descrito como os mais significativos desde a Segunda Guerra Mundial.

Um acordo de cessar fogo anterior, que incluía a reabertura do estreito de Ormuz, não prosperou. Desde então, o Irã reforçou seu controle sobre a via marítima.

O mandatário estadunidense afirmou no início do conflito que a guerra era necessária para enfrentar o programa nuclear iraniano. Teerã, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear é de caráter exclusivamente civil.

"Intercâmbio de pontos de vista"

O parlamentar iraniano Hassan Qashqavi, porta-voz da comissão de segurança nacional do Parlamento, informou no domingo que mediadores tentavam reativar o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã acordado em junho.

Esse acordo não foi concebido como um pacto de paz definitivo, mas como uma etapa prévia para negociações sobre um acordo integral, embora contemplasse disposições sobre o estreito de Ormuz.

"Eles sabem que a questão principal e, de fato, a chave do assunto neste momento é o tema do estreito de Ormuz, então sim, há um intercâmbio de pontos de vista", expressou Qashqavi.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, manifestou em uma publicação no X que "devemos nos esforçar por obrigar o inimigo a permanecer comprometido com o que assinou".

Acordo entre Irã e Omã

Antes do conflito, havia livre passagem para todos os navios através do estreito de Ormuz. Durante a guerra, o Irã fechou o estreito e atualmente insiste em manter o controle e cobrar pedágios, uma posição que Estados Unidos rejeita.

Essa disputa desencadeou a retomada dos ataques no mês passado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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