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Política

Tribunal Electoral Partidário da ANR confirma cumprimento da Lei de Financiamento Político

19/07/2026 23:15 3 min lectura 29 visualizações

O presidente do Tribunal Electoral Partidário (TEP) da Associação Nacional Republicana (ANR), Santiago Brizuela, destacou o cumprimento da Lei 7524/25 de Financiamento Político, que em seu artigo 66 estabelece que cada partido, movimento ou aliança deverá remeter ao Tribunal Superior de Justiça Electoral (TSJE) o balanço de ingressos e gastos de campanha eleitoral.

O prazo limite de apresentação das declarações de ingressos e gastos de campanha por cada candidato e movimento vence nesta segunda-feira, 20 de julho.

"Nós já terminamos essa tarefa de receber e de repassar à Justiça Electoral o que nos corresponde. Agora já é tudo o que é financiamento político com vistas às eleições municipais", indicou Brizuela.

Precisou que internamente não se realiza nenhuma análise, senão que o procedimento consiste na recepção e remissão das declarações à Justiça Electoral.

Observações sobre a aplicabilidade da norma

Brizuela mencionou que a legislação prevê que os tribunais de conduta tenham a responsabilidade de aplicar sanções em caso de descumprimento em cada partido. Porém, considerou "inaplicável" esse aspecto da normativa.

"Porque o Tribunal de Conduta não tem funções competentes nem coercitivas porque não são organismos públicos. Ainda que os partidos políticos sejam regidos pelo direito público em parte, não deixam de ser organismos privados. Ou seja, com que força um Tribunal de Conduta vai obrigar alguém a pagar a multa. Não tem essa potestad", expressou.

Em relação a isto, o titular do TEP do Partido Colorado assinalou que "a lei não é operativa". "Isso deveria ser trasladado à Justiça Electoral em todo caso para que através da Fiscalia Eleitoral se impulse a ação de cobrança de multas", referiu.

Implementação no Partido Colorado

Assegurou que desde o Partido Colorado se completa todo o trâmite e se comunica conforme o estipulado pela lei. "Nós inclusive como Tribunal Electoral depois das internas de 2022, temos agora na Secretaria Executiva uma lista onde constam movimentos que cumpriram com a Lei de Financiamento Político e quem não cumpriu", recordou.

Explicou que aos movimentos que descumpriram a lei se lhes impediu o reconhecimento de personeria nesta ocasião. "Mas formam outro movimento, mudam e já está, porque a lei não prevê essa inabilitação tampouco", manifestou.

Necessidade de melhorias legislativas

Segundo o critério de Brizuela, a Lei de Financiamento Político "tem que ser refinada". "Se pode impulsar a nível partidário, mas em realidade está no campo legislativo", ressaltou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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