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Sociedade

Três irmãs descobrem que compartilham o mesmo pai doador de esperma

Um encontro inesperado revela a história de Natasha, Gemma e Helen, concebidas antes da regulação da fertilidade no Reino Unido

23/06/2026 07:45 4 min lectura 10 visualizações
Tres hermanas descubren que comparten el mismo padre donante de esperma

Um descobrimento inesperado

Natasha Goldstein-Opasiak, Gemma e Helen Hicks cresceram acreditando que conheciam suas origens familiares. No entanto, após realizarem testes de ADN décadas depois, revelou-se que as três haviam sido concebidas pelo mesmo doador de esperma.

Como foram gestadas antes de que se introduzisse a legislação em 1991, integram a geração de pessoas concebidas durante o período inicial da doação de esperma no Reino Unido, antes de que existisse uma regulação formal.

Uma época sem regulações

Gemma e Helen Hicks cresceram juntas em Berkshire, Inglaterra, e ambas acreditavam que o homem que as criou era seu pai biológico. Somente ao chegar aos vinte e poucos anos descobriram que haviam sido concebidas por meio de um doador de esperma.

"Na época, a doação de esperma era como viver no Velho Oeste. Muitos pais eram instruídos a criarem seus filhos como se fossem seus, mas eram condicionados a não dizer nada", explica Gemma, de 36 anos.

Em agosto de 1991 foi criada a Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA, em suas siglas em inglês), que começou a regular a fertilidade no Reino Unido e introduziu normas para este tipo de procedimentos.

O impacto emocional

Para Gemma, o descobrimento gerou uma busca interna sobre sua identidade. "Me sentia diferente do ponto de vista físico, sentia que não sabia quem era e comecei a questionar cada pequena coisa que fazia, perguntando-me se se devia à minha genética", comenta.

Helen, de 35 anos e residente em Hampshire, experimentou uma reação diferente. Depois da surpresa inicial, a notícia lhe proporcionou clareza sobre aspectos de sua vida. "Senti uma sensação de calma realmente estranha e avassaladora. Me recordo de certos momentos de minha vida e, de repente, as coisas ganharam sentido para mim", refere.

O encontro das irmãs

Natasha Goldstein-Opasiak, de 36 anos e residente em Essex, descobriu aos 21 anos que havia sido concebida por um doador, mas recém dez anos depois se realizou um teste de ADN. "Fiz porque estava realmente interessada em saber o que constituía minha outra metade. Nem em um milhão de anos pensei que encontraria irmãs", sinaliza.

O processo de descobrimento foi moderno e inesperado. "Basicamente, você recebe uma notificação por e-mail que diz que você tem familiares. É literalmente como Tinder, diz que você combinou: aqui estão suas meias-irmãs", descreve Natasha.

Helen e Gemma contataram Natasha e em um mês marcaram um encontro. Desde então, se conectaram com duas irmãs a mais do mesmo doador.

Uma conexão instantânea

O primeiro encontro entre as três foi significativo. "Sempre dizemos que nos unimos como se fôssemos imãs", relata Gemma. "Acho que um minuto depois de nos sentarmos à mesa com Nat, percebemos que falamos da mesma forma, temos os mesmos pontos de vista sobre as coisas. É bastante estranho, mas é mágico".

Elas se referem a si mesmas como "irmãs de esperma" e descrevem seu primeiro encontro como "um conto de fadas; foi algo mágico, houve lágrimas de alegria".

Uma proximidade que quase foi

Durante suas conversas, descobriram que quase se conheceram anos atrás. Gemma e Natasha estavam nas mesmas residências estudantis no mesmo momento, na Universidade de Leeds, há aproximadamente 15 anos.

"É muito triste que nos tenha sido negado o acesso uma à outra quando éramos pequenas, que poderíamos ter passado tempo juntas e compartilhado festas de aniversário; é muito triste pensar que nos perdemos tantas coisas", expressa Gemma sobre esta coincidência.

Atualmente, as três continuam explorando juntas sua nova fraternidade, construindo vínculos baseados na afinidade que descobriram.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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