Trégua de médicos: Aguardam para segunda-feira proposta oficial de Saúde
A greve marcada para 21 e 22 de setembro segue de pé enquanto as partes continuam em mesas de negociação
Conversações. A greve marcada para 21 e 22 de setembro segue de pé enquanto as partes continuam entre mesas de negociação.
Por volta do meio-dia de ontem, representantes do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) e a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, estiveram reunidos na sede do Ministério do Trabalho.
A doutora Rosanna González, secretária geral adjunta do Sinamed, comentou que no encontro com Recalde explicaram os erros que tinha a proposta de escalonamento que havia apresentado na semana a pasta sanitária.
González explicou que deixaram claro que o projeto do Ministério de Saúde Pública (MSP) reduzia a remuneração à medida que os níveis iam aumentando.
Uma vez esclarecidos os números, esperam na segunda-feira a resposta de Saúde em outro encontro que terão às 14:00 no Ministério.
Ontem à tarde, foi divulgado também um documento que tem origem no Parlamento. Seu conteúdo diz respeito ao que seria a proposta de escalonamento.
Segundo o documento, a oferta é um piso salarial de G. 6.500.000 por vínculo. Este seria aplicado de forma progressiva durante o ano 2027.
O detalhe indica que o incremento abarcará 14.719 vínculos que ganham menos de G. 5.000.000. O pagamento iniciará em janeiro de 2027 com G. 5.000.000. Em abril, o piso será de G. 5.500.000. Para julho está previsto que chegue a G. 6.000.000 e em outubro a quantia chegará a G. 6.500.000.
Réplicas. Sem ter encerrado o reclame principal com o grosso dos médicos, na quinta-feira o Ministério de Saúde rejeitou a renúncia de especialistas e selou um acordo de piso salarial com um grupo desses profissionais de saúde.
Esta situação gerou um abalo entre os médicos organizados, que lutam para que o reajuste chegue a todos os seus colegas.
A doutora Nora Irala, que presta serviço no Hospital Nacional de Itauguá e que esteve na assinatura do pré-acordo no MSP, comentou que a convocação era para conversar sobre o salário diferenciado, esclarecendo que apôs sua assinatura a título pessoal.
Irala acrescentou que não pretendia interferir na greve de seus colegas e que apoia a causa dos médicos e médicas mobilizados.
"Desculpas. Fomos manipulados politicamente, é a verdade. A intenção sempre foi que nossa especialidade por fim fosse valorizada. Peço perdão de coração por qualquer confusão ou desconforto que isto tenha gerado", assinalou como justificativa em um grupo de WhatsApp.
Fulminante. A senadora e ex-ministra de Saúde Esperanza Martínez teve termos duros em relação ao pré-acordo que o Ministério de Saúde firmou com um grupo de especialistas médicos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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