Transportistas solicitam ajuste de 30% nas tarifas de frete por aumento do diesel
Petitório de reajuste tarifário
A Associação de Transporte do Guairá (Asocag) apresentou uma solicitação de reajuste de pelo menos 30% nas tarifas de frete diante do recente incremento do preço do diesel. O sindicato sustenta que os valores atuais não cobrem adequadamente os custos operativos nem geram margem de lucro para os proprietários de caminhões.
O presidente da Asocag, Édgar Ortiz, explicou que 100% das viagens não cobrem o custo referencial estabelecido. Conforme indicou, a tabela de preços vigente representa apenas um custo base ao qual devem ser somadas as despesas operativas e o lucro esperado. Com o reajuste solicitado ao Governo, expressou, buscaria-se equiparar novamente os valores.
Demanda de transparência na cadeia de pagamentos
Ortiz questionou a falta de clareza na distribuição de ingressos dentro da cadeia de fretes.
Essa taxa de rastreabilidade dos fretes é o que queremos saber: quem fica com o lucro. Queremos que isso seja transparente
O dirigente esclareceu que os transportistas não se opõem a que as transportadoras retenham um percentual por sua intermediação e gestões, mas reclamam maior transparência em como os fundos são distribuídos dentro do sistema.
Desfasamento entre custos oficiais e reais
A última atualização do custo mínimo referencial de fretes foi realizada em 2023. Desde então, não foram aplicados ajustes apesar da variação da inflação, da taxa de câmbio e especialmente do preço do combustível.
Ortiz apontou que os estudos técnicos apresentados pelo Estado se baseiam nos preços da Petropar, enquanto que quase 99% dos transportistas abastecem combustível em postos privados. Esta situação gera uma brecha significativa entre o preço considerado nos cálculos oficiais e o que realmente pagam os caminhoneiros no mercado privado.
Próximos passos
O presidente da Asocag informou que entrará em contato com o diretor da entidade competente para solicitar a conformação de uma mesa técnica que analise o reclamo. O sindicato expressou sua disposição em trabalhar colaborativamente com o Governo na busca de soluções que equilibrem a situação do setor transportista.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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