Transportistas de gado ajustam tarifas em 27% por alta de combustível e operam no limite
O transporte de gado no Paraguai atravessa um momento crítico pela alta de combustíveis, estradas intransitáveis e menor dinâmica nos negócios pecuários. O recente ajuste tarifário apenas permite sustentar a atividade, segundo adverte o setor.
Silvio Marecos, presidente da Asociación de Transportistas de Fleteros, explicou que o incremento do diesel impactou diretamente 27% nos custos operacionais. Isso obrigou a atualizar as tarifas de frete de aproximadamente G. 16.000 para G. 20.400 por quilômetro.
"Vínhamos arrastando com o preço do combustível e agora com essa alta é pior. Estamos brigando por esse preço porque impactou em tudo", assinalou Marecos. O dirigente esclareceu que o ajuste não responde a melhorias na rentabilidade, mas a uma necessidade de sobrevivência. "É para manter a empresa", enfatizou.
O impacto se estende a toda a cadeia produtiva. Os produtores tampouco receberam bem este ajuste tarifário. "Assim como nós não tomamos bem a alta do combustível, eles também não. Isso golpeia a todos e impacta no preço da carne", sustentou o referente sindical.
À pressão de custos se soma a falta de estradas operacionais, especialmente no Chaco, onde as chuvas condicionaram fortemente a logística. "Hoje estamos quase todos parados porque não temos estrada", advertiu Marecos, descrevendo uma situação que limita o movimento de gado e freia a comercialização.
O custo do combustível também varia segundo o fornecedor, agregando mais pressão. Enquanto o preço base gira em torno dos G. 7.450 por litro, em bandeiras privadas pode alcançar até G. 8.800, encarecendo ainda mais a operação do setor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.