"Todo o gado de cria vai a ter valores muito superiores": Sisul projeta mais preço e demanda de genética
O presidente de Brangus Paraguay, Guillermo Sisul, projetou um cenário de firmeza para a criação e a genética bovina, impulsionado pela escassez de hacienda, recuperação dos mercados e necessidade estrutural de produzir mais bezerros no Paraguai.
Em diálogo com Valor Agro, o dirigente sustentou que o atual contexto deveria se desdobrar por toda a cadeia, desde a reposição até os reprodutores.
"Hoje temos um déficit porque reduzimos o estoque, a reposição está cara, então acreditamos que isso deveria se transpolar a tudo o que é a parte de criação", afirmou.
Com valores históricos tanto no gado gordo como na reposição, com bezerros entre 600 e 800 dólares por cabeça; Sisul entende que a genética deveria acompanhar essa tendência.
"Acredito que tudo deveria andar hoje com um muito bom preço. Temos essa expectativa de que devem haver bons negócios na Nacional", assinalou.
Nesse esquema, reafirmou o papel central do touro dentro do sistema produtivo: "A estrela sempre tem que ser o touro, que é o que vai sair a trabalhar e o que vai produzir esses bezerros".
De cara à estação de monta, o Presidente de Brangus projeta uma melhora nos valores, embora reconheça que o comportamento do mercado de touros nem sempre responde de forma linear.
"Acreditaria que este ano deveriam vender-se bem os touros, porque são os encarregados de cobrir as fêmeas, embora muitas vezes o mercado não se comporte como se espera", explicou.
Não obstante, insistiu em que o contexto atual deveria favorecer uma valorização geral: "Tudo o que está relacionado com a criação deveria ter valores muito acima dos anos anteriores".
Menos bezerros hoje, mais oferta adiante
Quanto à produção, Sisul advertiu que a estação atual será limitada como consequência de anos climaticamente adversos. "Acredito que a marcação deste ano não vai haver muita quantidade de bezerros", indicou.
Porém, projetou uma recuperação para o próximo ciclo: "Para a marcação do ano que vem eu acredito que vamos ter maior quantidade de bezerros".
Além da melhora esperada, o dirigente foi claro em que a oferta seguirá sendo insuficiente diante da demanda estrutural do sistema.
"Acredito que ainda vai ser insuficiente para toda a quantidade de animais que precisam as pastagens e os campos do Paraguai", afirmou.
Nesse sentido, recordou o potencial não alcançado do estoque nacional: "Faz 10 ou 12 anos estávamos beirando os 15 milhões de cabeças e hoje estamos em torno de 12,5 milhões".
O avanço do confinamento e a intensificação produtiva também pressionam sobre a necessidade de mais animais. "Hoje precisamos de animais para confinamento, para dar-lhes esses últimos 100 a 150 quilos, e isso gira muito rápido", explicou.
Com este cenário, Sisul foi contundente sobre o futuro do mercado: "Acredito que tudo...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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