Titular da Dinac garante que a abertura aérea trará mais competência e melhores tarifas
Paraguai, Argentina, Brasil e Chile assinaram o Memorando de Entendimento Alas (Acordo de Liberação Aérea Sul-americana), uma iniciativa orientada a avançar em direção a um Céu Único Sul-americano e promover maior integração do mercado aeronáutico regional.
O acordo foi destacado pelo presidente da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), Nelson Mendoza, em entrevista com "Tarde de perros" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media, que sinalizou tratar-se de um fato histórico para a integração aérea das Américas e que representa um avanço em direção a maior desregulação do setor.
"É um fato histórico para integrar toda a América, deixando uma desregulação no mercado aeronáutico", afirmou Mendoza, que explicou a medida estar enquadrada no processo que o Paraguai vinha desenvolvendo com a Argentina e que agora se amplia com o Brasil.
Maior abertura para o transporte aéreo
O titular da Dinac explicou que com o Brasil foi possível superar uma barreira que se mantinha há anos, ao passar de acordos que contemplavam até a quinta liberdade aérea a permitir operações sob a sétima liberdade.
"Com Brasil rompemos uma barreira que tínhamos há muitos anos, onde tínhamos até a quinta e agora temos até a sétima", indicou.
Mendoza explicou que a sétima liberdade permite maior abertura operativa para as companhias aéreas, enquanto a nona liberdade representa uma desregulação total, ao permitir, por exemplo, que uma aerolinha estrangeira possa transportar passageiros dentro de outro país sem necessidade de que o voo tenha origem ou destino em seu próprio território.
"O princípio de desregulação vai trazer maior dinamismo e crescimento econômico para nossos povos", destacou.
Impacto esperado em competitividade e tarifas
O presidente da Dinac sinalizou que uma maior abertura do mercado pode gerar benefícios aos passageiros mediante melhores condições de competitividade.
"Tudo o que seja desregulação e competitividade redunda nos preços," sustentou, ao referir-se à possibilidade de melhoria nas tarifas aéreas.
Igualmente, destacou que o Paraguai poderia beneficiar-se de forma acelerada devido a sua localização estratégica, já que a chegada de novas aerolhinhas teria impacto em áreas como emprego, investimento, competitividade e atividade econômica.
Atualização de acordos bilaterais
Além do acordo Alas, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi foi assinado um Memorando de Entendimento entre Paraguai e Brasil para atualizar o Acordo Bilateral sobre Serviços Aéreos.
Mendoza também destacou a importância de modernizar as regulações e normativas do setor para contar com um sistema aeronáutico mais ágil e competitivo, capaz de atrair maior participação de capital privado no país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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