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Internacional

Take Me Home, Country Roads, de 1971, se torna o hino não oficial dos EUA na Copa do Mundo

05/07/2026 19:45 3 min lectura 18 visualizações
Take Me Home, Country Roads, de 1971, se convierte en el himno no oficial de EEUU en el Mundial

Enquanto as celebrações pelos 250 anos dos Estados Unidos organizadas pelo presidente Donald Trump atraem multidões partidárias, os estádios da Copa do Mundo se enchem de torcedores unidos por uma canção associada a um país menos polarizado.

"Todos podem cantá-la em harmonia", comentou Drew Bastinelli, que viajou de Oregon para assistir às celebrações de 4 de julho em Washington.

Para Doug Hartmann, professor de sociologia da Universidade de Minnesota, o apelo reside na maneira como evoca "uma época mais gentil e mais simples, com menos conflito e divisão".

A Federação de Futebol dos Estados Unidos havia incluído a música em uma lista de canções proposta à FIFA para serem transmitidas após as partidas. Também constavam Livin' on a Prayer de Bon Jovi e Sweet Caroline de Neil Diamond.

"Procurávamos canções que fossem representativas de artistas norte-americanos e que também servissem para que o público cantasse em coro", disse o porta-voz da seleção dos Estados Unidos, Michael Kammarman.

A executiva da Copa do Mundo 2026 Amy Hopfinger escolheu finalmente a canção de Denver para encerrar a vitória norte-americana por 2-0 sobre a Austrália em 19 de junho. Assim que soaram as primeiras notas, o canto do público, de 66.925 espectadores, abafou os alto-falantes.

Nota relacionada: Pochettino alimenta o sonho dos Estados Unidos

A cena se repetiu após o triunfo diante da Bósnia e Herzegovina em 1º de julho, que classificou os Estados Unidos para as oitavas de final. Essa partida registrou uma audiência recorde de 33,5 milhões de telespectadores no país.

"Sou argentino 200%", mas "quando essa canção começa a tocar no estádio, é impossível não cantá-la", afirmou o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino.

"Simbolicamente importante"

Essa reação é chamada de "efervescência coletiva", explicou Jeffrey Montez de Oca, professor de sociologia da Universidade do Colorado em Colorado Springs.

"Quando alguém canta em um estádio com milhares de outras pessoas, sente-se parte de algo maior", disse. "É similar a uma experiência religiosa".

A seleção de futebol norte-americana representa o espectro da imigração naquele país.

"A diversidade do time, e a força que essa diversidade gera, é simbolicamente importante em meio a um momento de forte reação política nos Estados Unidos em torno de direitos e liberdades básicas", apontou Jules Boykoff, professor de ciências políticas da Pacific University.

O clássico de John Denver já transcendeu as partidas da seleção norte-americana. Os organizadores a utilizam durante o torneio até quando o time anfitrião não está em campo.

Para muitos torcedores, ela conquistou um lugar na cultura futebolística do país.

"Todo mundo adora essa canção", disse Andy Byford, um inglês em St. Petersburg, Flórida, que a cantou após a partida Inglaterra-Gana.

Cantarolá-la é "uma experiência clássica norte-americana", garantiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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