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Política

Sindicatos médicos afirmam que novos hospitais não se sustentarão sem remunerações dignas

Mais de quarenta organizações médicas do Paraguai apoiam greve geral de médicos convocada para agosto

12/08/2026 19:45 3 min lectura 15 visualizações

Força comum. Mais de quarenta organizações médicas do Paraguai tornaram pública sua adesão à greve geral de médicos convocada de 24 a 28 de agosto, dando respaldo à medida organizada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed).

Expressaram que a causa impulsionada pelo Sinamed constitui a legítima reivindicação de todo o corpo médico nacional, sustentada no progressivo e insustentável deterioro das condições do exercício profissional.

Apontam que entre os anos 2012 e 2026, o salário base do médico sofreu uma profunda perda de seu poder adquisitivo, ao passar de representar 2,8 salários mínimos para apenas 1,5 salários mínimos atualmente.

"Esta precarização salarial mantida não representa unicamente uma problemática laboral. Suas consequências impactam diretamente sobre o sistema público de saúde ao obrigar milhares de médicos a se desempenharem em múltiplos empregos e a cumprirem jornadas laborais excessivas para alcançar um ingresso digno.

Os gremios recordam também que essa realidade compromete a continuidade assistencial, incrementa o risco de esgotamento profissional e afeta a qualidade, a segurança e a oportunidade da atenção que recebe a população.

"A dignificação do salário médico não constitui um privilégio setorial nem uma reivindicação corporativa; representa uma condição indispensável para fortalecer o sistema nacional de saúde. Investir no recurso humano médico significa proteger os pacientes, garantir a permanência de profissionais altamente capacitados no sistema público e assegurar uma atenção sanitária eficiente, segura e de qualidade", reafirmam.

No comunicado, instar as autoridades do país a revisar de maneira prioritária a alocação de recursos do Orçamento Geral da Nação, privilegiando o investimento no talento humano acima da expansão exclusiva da infraestrutura física.

"A construção e habilitação de novos hospitais careçerão de sustentabilidade se não contarem com o financiamento necessário para oferecer remunerações dignas e condições laborais acordes com a responsabilidade e a complexidade do exercício da medicina", advertem.

Exigem ao Ministério de Saúde Pública e Bem-estar Social e ao Ministério de Economia e Finanças apresentar uma resposta concreta, responsável e tecnicamente sustentada aos levantamentos formulados pelo Sinamed na reunião tripartite convocada para 14 deste mês, com a elaboração consensuada de um plano técnico financeiramente viável e com respaldo orçamentário.

"Por fim, exortamos à Presidência da República a assumir a liderança institucional que exige esta conjuntura, promovendo o diálogo e as decisões necessárias para alcançar soluções estruturais", dizem em uma parte final, onde recordam que não existe saúde pública de qualidade sem a dignificação do salário médico.

O comunicado é assinado pelo doutor Osvaldo Paniagua, presidente do Círculo Paraguaio de Médicos (CPM), pela doutora Rosanna González, do Sinamed; e pela doutora María Eugenia Bocelli, presidenta do Colégio Médico Cirúrgico (CMQ).

Entre as organizações e associações médicas que apoiam a medida estão a Associação Paraguaia de Pé Diabético, a Sociedade Paraguaia de Anestesiologia, a Federação Paraguaia de Ginecologia e Obstetrícia, entre muitas outras.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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