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Saúde

Sinamed questiona informe de Peña e alerta sobre massiva migração de médicos e enfermeiras

02/07/2026 19:45 3 min lectura 12 visualizações
Sinamed cuestiona informe de Peña y alerta sobre masiva migración de médicos y enfermeras

A secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, afirmou que o presidente Santiago Peña "pelo menos foi sincero em dizer que falta muito em saúde", embora tenha considerado que a realidade do sistema sanitário é muito mais grave. "Ele, pelo menos, foi sincero em dizer que falta muito em saúde, mas realmente falta muito mais que muito, muitíssimo", expressou a dirigente sindical ao avaliar o informe de gestão do mandatário.

Sustentou que a cidadania só poderá falar de avanços quando recorrer a um hospital deixar de ser uma experiência angustiante e existirem respostas básicas para os pacientes. "Vamos falar que realmente existe uma melhora quando todos palparmos essa realidade e ter que ir a um hospital não seja uma situação totalmente angustiante", manifestou.

Segundo explicou, o sistema continua sem garantir questões elementares como a quantidade suficiente de profissionais, insumos para as áreas de urgências e emergências, leitos de internação, acesso a terapia intensiva e estudos diagnósticos em tempo oportuno. "Estamos falando do mais simples. Não estamos falando ainda de tratamentos de doenças complexas ou doenças raras, mas do mais básico", ressaltou.

González também se referiu à situação laboral do pessoal de saúde e assegurou que a migração de profissionais já é uma realidade. "Não estão considerando ir; estão migrando, estão se indo. Temos colegas médicos jovens que terminam a faculdade e estão estudando alemão ou italiano. O mesmo acontece com as enfermeiras", afirmou.

Indicou que um dos principais motivos são os baixos salários. "Hoje os médicos estamos ganhando praticamente o salário mínimo. No IPS o salário é de G. 3.800.000 por mês e no Ministério da Saúde são G. 5 milhões. Realmente o salário não está de acordo com o que se estudou nem com a responsabilidade que exige essa profissão", sustentou.

Acrescentou que o Paraguai enfrenta uma marcada escassez de especialistas e subespecialistas, o que resulta em longas esperas para acessar consultas. "Quer um turno com um hematologista, um reumatologista ou um cardiologista e os turnos estão marcados para três, quatro meses ou mais. No próprio IPS, marca um turno em janeiro e te chamam só para agosto", exemplificou.

Sobre o anúncio do Governo de investir USD 500 milhões em infraestrutura sanitária, a dirigente disse que o investimento deve estar acompanhado por recursos humanos. "De que adianta ter uma estrutura de primeira se não se tem ninguém dentro que possa dar resposta?", questionou.

A representante de Sinamed criticou também a ingerência política na administração dos serviços de saúde e denunciou que dirigentes utilizam hospitais e clínicas como espaços de influência partidária. Afirmou que essa prática responde a um esquema de clientelismo político que prejudica a qualidade da atenção e lamentou que alguns profissionais de saúde se prestem a esse tipo de ações.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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