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Paraguai

Sinadips apresenta denúncias sobre condições laborais no IPS

29/07/2026 03:30 3 min lectura 17 visualizações

Denúncias apresentadas

O Sindicato Auténtico de Defesa do IPS (Sinadips) apresentou ante o Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social (MTESS) uma solicitação de intervenção por uma "situação crítica e insustentável" nos serviços da instituição previdenciária, argumentando presumidas vulnerações sistemáticas de direitos laborais.

Segundo a nota apresentada pelo sindicato, as autoridades da previdenciária incorreriam em violações sistemáticas de normativas laborais, incluindo a Lei de Enfermagem, a Lei 7445 da Carreira Civil e Função Pública, bem como o contrato coletivo de trabalho.

Situação salarial e condições de trabalho

Entre os principais pontos expostos, Sinadips assinala que 4.300 enfermeiras e enfermeiros contratados, junto com transportadores e fornecedores, recebem remunerações inferiores ao salário mínimo estabelecido.

Além disso, a organização refere que 3.300 enfermeiras permanentes, milhares de médicos e outros profissionais de saúde acumulam 15 anos sem reajuste salarial. O sindicato também reporta que aproximadamente 11.000 trabalhadores de saúde enfrentam condições laborais precárias e discriminatórias.

Respecto ao plano de desprecarização anunciado, Sinadips considera insuficientes os alcances projetados. Segundo o documento, o programa beneficiará a 900 contratados nos próximos dois anos, dos quais 215 corresponderiam à área de enfermagem, cifra que contrasta com os 4.300 trabalhadores contratados do setor.

Condições de infraestrutura e ambiente laboral

A organização assinala deficiências nas pausas laborais, que se realizariam "em condições precárias e insalubres, com sanitários em péssimo estado", além de problemas de infraestrutura que afetariam o bem-estar dos trabalhadores.

Outro aspecto denunciado inclui situações de assédio laboral, manifestadas mediante "transferências arbitrárias, maltrato verbal, mudanças de turnos, horários e discriminação". O sindicato também sublinha que a escassez de pessoal se agrava por renúncias massivas atribuídas às condições laborais, gerando maior pressão sobre os funcionários em serviço.

"Os chefes exigem e pressionam os trabalhadores para cobrir os serviços", expressa o documento apresentado por Sinadips.

Coordenação institucional

Ante estas denúncias, o IPS e o Ministério do Trabalho informaram sobre uma reunião de coordenação destinada a fortalecer as fiscalizações, melhorar os mecanismos de controle e garantir o cumprimento dos direitos laborais, especialmente dos trabalhadores que prestam serviços através de empresas terceirizadas.

Ambas as instituições concordaram em reforçar os controles sobre as empresas de limpeza contratadas pelo IPS, após denúncias por descontos indevidos de salários e outras presumidas irregularidades. Também analisaram a incorporação de maiores exigências nos processos licitátorios para assegurar o cumprimento do salário mínimo, pagamento de horas extras, trabalho noturno, feriados e demais benefícios previstos na legislação.

Perspectivas das autoridades

O presidente do IPS, Isaías Fretes, afirmou que o objetivo institucional é "fortalecer esse regime de trabalho de fiscalizações e trabalhar em conjunto com o Ministério do Trabalho", expressando respaldo à criação de um Registro Único de Infratores.

Por sua vez, a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, indicou que ambas as instituições continuarão com as investigações e inspeções conjuntas para melhorar o controle e o serviço que oferece a instituição previdenciária.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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