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Internacional

Setores mobilizados rejeitam diálogo com o Governo boliviano

03/06/2026 16:45 2 min lectura 7 visualizações
Sectores movilizados rechazan diálogo con el Gobierno boliviano

Setores mobilizados que reclamam a renúncia do presidente Rodrigo Paz se reuniram nesta terça-feira em El Alto e decidiram rejeitar a convocatória ao diálogo lançada pelo Governo para buscar uma saída à grave crise que atravessa o país, ao completarem 33 dias de protestos e bloqueios. Igualmente, insistiram em reclamar a renúncia do mandatário de direita.

O encontro, organizado pela Federação de Juntas Vecinales de La Paz, contou com a participação do líder da poderosa Central Obrera Boliviana (COB), Mario Argollo, assim como de representantes de agrupações que respondem ao ex-presidente Evo Morales, sobre quem pesa uma ordem de captura por tráfico de pessoas.

Durante sua intervenção, Argollo se referiu diretamente a Paz. "Quando chegou (ao poder) se esqueceu do povo, que está decepcionado do Governo", afirmou o líder sindical durante o encontro, que entre outros pontos teve como conclusão o endurecimento dos protestos e bloqueios.

Acordaram, igualmente, rejeitar qualquer proposta de diálogo convocada pelo Governo. No domingo passado, o vice-presidente do país e titular do Legislativo, Edmand Lara, que coordena a mediação com parlamentares, a Igreja católica, a Defensoria do Povo e ativistas de direitos humanos, já teve que cancelar um encontro em La Paz devido à falta de resposta dos setores mobilizados.

REFERENDO. A possibilidade de antecipar na Bolívia um referendo revocatório para decidir a permanência do presidente Paz emerge como uma alternativa à crise política e social.

Os bloqueios, que começaram em 6 de maio, deixaram isoladas La Paz e El Alto e nas últimas semanas se estenderam a outras regiões bolivianas, sem que tenham tido sucesso os dois intentos de desbloqueio realizados por policiais e militares.

Uma das alternativas apresentadas para resolver o conflito foi a aplicação de um estado de exceção "setorializado", embora o Governo tenha insistido em que é sua "última opção".

Diante da falta de diálogo e soluções, surgiu a proposta de convocar a um referendo revocatório "extraordinário" para o presidente, vice-presidente e parlamentares como uma fórmula "constitucional" para sair da crise.

O deputado Carlos Alarcón, promotor desta iniciativa, explicou à EFE que sua proposta "excepcional" busca convocar a uma consulta popular nos próximos 90 a 120 dias.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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