Setor primário projeta segundo semestre com maior demanda industrial e preços firmes
A pecuária paraguaia se encaminha para um segundo semestre marcado por maior competência industrial pela hacienda, perspectivas favoráveis para exportações e expectativas de preços firmes para o gado terminado, segundo análise de Ramiro Maluff, integrante da Comissão Diretiva da Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Carne (APPEC).
Maluff sustentou que a dinâmica observada durante os primeiros meses do ano está gerando condições para uma recomposição do mercado, após um período caracterizado por menor abate e uma oferta mais ajustada de animais para a indústria.
Conforme explicou, o Paraguai acumula cerca de 270 mil cabeças menos abatidas em comparação com o mesmo período do ano passado, uma situação que, longe de ser negativa, poderia se converter em um ponto de inflexão para o rebanho ganadeiro nacional.
Estamos vendo uma mudança importante. Essas 270 mil cabeças menos já não vamos recuperar este ano e isso pode significar um ponto de inflexão para o rebanho ganadeiro paraguaio. Entre janeiro e fevereiro do próximo ano vamos começar a ver sinais de recuperação, afirmou.
O dirigente considera que a demanda internacional continua sendo um dos principais motores do negócio. Mercados como Chile, Israel, Estados Unidos e Canadá mantêm uma firme demanda de carne bovina, enquanto o Paraguai segue avançando na abertura de novas oportunidades comerciais.
O mundo está em festa pela carne bovina. Há demanda internacional e também há uma demanda muito importante no mercado local, sustentou.
Para Maluff, um dos fatores mais relevantes do segundo semestre será a maior pressão de compra que exercerão as indústrias frigoríficas.
Explicou que durante boa parte do ano algumas empresas moderaram seus níveis de atividade, enquanto outras aproveitaram as oportunidades comerciais geradas pelo mercado internacional. Contudo, assegurou que essa situação começou a mudar nas últimas semanas.
O que estamos vendo é que as indústrias estão acelerando. Minerva está incrementando fortemente sua atividade e, com a incorporação de FrigoNorte, vamos ter uma competência adicional pela hacienda, indicou.
A seu entender, uma vez superado o período de maior oferta associado à entrada do inverno, as plantas frigoríficas deverão incrementar seus esforços para assegurar matéria-prima.
Depois terão que se empenhar todas as indústrias para conseguir gado e manter os níveis de abate, assegurou.
Em matéria de preços, Maluff se mostrou otimista e projetou que os valores do gado terminado poderiam se situar acima da barreira de US$ 5 por quilo de carcaça.
Definitivamente creio que vamos estar acima de US$ 5. O mercado está pagando muito mais do que se presumia e os valores de exportação são significativamente melhores que os do ano passado, sinalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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