Setor empresarial apresenta análise técnica em negociações sobre salário mínimo
Análise técnica em negociações salariais
Na terceira reunião do Conasam, realizada recentemente, o setor empresarial apresentou um informe técnico que analisa os reclamos levantados pelas centrais sindicais a respeito do aumento salarial. Conforme informado pelo porta-voz empresarial, o estudo questiona a solidez técnica das propostas apresentadas pelo setor operário.
O representante do setor empresarial apontou que a proposta de aumento de 20% formulada pelas centrais sindicais carece de "cifras verificáveis" e que a análise deve basear-se em estudos integrais que demonstrem claramente a origem dos cálculos.
Fundamentos legais na negociação
O porta-voz empresarial enfatizou que as análises formais devem concentrar-se no marco legal vigente. Apontou que a lei aprovada em 2016 estipula o uso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) como base para o reajuste do salário mínimo.
"Até que eles não apresentem um estudo onde publiquem integralmente de onde saem todos esses dados e que seja sustentável, nós vamos tratar esses dados como cifras não verificáveis"
A análise elaborada pelo Centro de Estudos Econômicos da União Industrial Paraguaia (UIP) contém indicadores financeiros que, segundo os empresários, contradizem a magnitude da perda do poder de compra do salário mínimo argumentada pelo setor operário. A média de ajuste salarial durante os últimos 7 a 10 anos situou-se em 4,8%, de acordo com essa análise.
Perspectivas sobre o acordo político
O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social manifestou apoio a um ajuste salarial acima do IPC, acompanhando os reclamos das centrais sindicais. Porém, o setor empresarial posicionou-se contrário a essa proposta, argumentando que as decisões devem ater-se estritamente à legislação vigente.
O porta-voz empresarial advertiu sobre possíveis implicações legais de aprovar um incremento que não se ajuste ao estabelecido na lei. Apontou que qualquer extrapolação poderia apresentar riscos legais no futuro.
Cronograma de negociações
Na última reunião de Conasam, estabeleceu-se que para o 15 de junho deve contar-se com um acordo sobre o aumento salarial para encaminhá-lo ao Poder Executivo. O IPC registrado até abril é de 2,3%, o que representaria um incremento de G. 66.678 no salário mínimo, levando o montante de G. 2.899.048 a G. 2.965.726.
As negociações continuam dentro da estrutura tripartite do Conasam, que inclui representação do Governo, dos trabalhadores e dos empresários.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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