Sábado, 23 de Maio de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Política

Salário mínimo: Setor empresarial não cede em negociação e rejeita "acordo político"

23/05/2026 07:45 3 min lectura 17 visualizações
Salario mínimo: Sector empresarial no cede en negociación y rechaza “acuerdo político”

Na terceira reunião do Conasam, realizada na quarta-feira passada, o setor empresarial apresentou um informe técnico, cujos dados preferiu não revelar em meio às negociações, que refuta ponto por ponto os reclamos apresentados pelas centrais obreras, entre elas o aumento de 20% porque carece de "cifras verificables", indicou Vidal.

O porta-voz do setor empresarial explicou que o pedido das centrais obreras carece de um estudo sustentável e íntegro que demonstre a origem dos cálculos do informe técnico elaborado pelo economista Raúl Monte Domecq.

Questionou que o setor operário pretende basear suas análises em períodos históricos que remontam ao início da era democrática em 1989. Acrescentou que as análises formais devem se concentrar no marco legal vigente ditado pela lei, aprovada no ano 2016, que estipula o uso do IPC para o reajuste do salário mínimo.

Leia mais: Conasam: Sem acordo ainda para aumento do salário mínimo

"Enquanto eles não apresentem um estudo onde publiquem íntegramente de onde saem todos esses dados e que seja sustentável, então nós vamos tratar esses dados como cifras não verificables", afirmou.

A análise elaborada pelo Centro de Estudios Económicos da Unión Industrial Paraguaya (UIP) contém diversos indicadores financeiros que contradizem a magnitude da perda do poder aquisitivo do salário mínimo argumentada pelo setor operário, disse Vidal. Apontou que a média de reajuste salarial durante os últimos 7 a 10 anos se situou em 4,8%.

Considerando que as autoridades do Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social (MTESS) estão a favor de um reajuste salarial acima do IPC e acompanham o pedido das centrais obreras, que clamam por um pacto político com o setor empresarial, Vidal se posicionou novamente contra esta proposta.

Saiba mais: Salário mínimo: Reajuste por IPC é "espelho laboral", adverte especialista em emprego

"Eles estão falando de um acordo político e aqui não há possibilidades de um acordo político. Aqui por lei nós temos que fazer o que temos que fazer", enfatizou.

Com relação ao sistema de votação dentro do Conasam – com representação tripartite integrada pelo Governo, os trabalhadores e os empresários –, o porta-voz recordou que as resoluções podem ser adotadas por maioria simples de dois votos para sua posterior elevação da proposta do aumento salarial ao Poder Executivo.

No entanto, advertiu sobre as implicações legais de aprovar um incremento que não se ajuste estritamente ao estabelecido na legislação vigente tendo como base o IPC.

"Qualquer extralimitação ao que diz a lei, no futuro, uma recomendação desse tipo, tem risco de ser nula, por vício de incompetência", afirmou.

Na última reunião de Conasam, decidiu-se que até 15 de junho já deve haver um acordo sobre o aumento para derivar ao Poder Executivo. Considerando que o IPC até abril é de apenas 2,3%, se hoje se reajustasse o salário mínimo, o incremento seria apenas de G. 66.678, de modo que o montante passaria de G. 2.899.048 a G. 2.965.726.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.