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Paraguai

Senador expõe "degradação humana" de crianças jóqueis: "O cavalo é mais importante"

22/07/2026 16:45 3 min lectura 15 visualizações

O senador colorado Mario Varela se referiu nesta quarta-feira durante a sessão da Câmara de Senadores ao falecimento no domingo passado do menino jóquei de oito anos, um dia depois de cair durante uma corrida de cavalos na localidade de Cecilio Báez, Departamento de Caaguazú. Classificou a problemática das corridas que utilizam crianças como "degradação humana", já que "o cavalo é mais importante que a criança".

"O termo 'misantropia' é pouco usado, mas acredito que é adequado hoje refletir sobre este conceito, que é o antônimo da filantropia, que é o amor à humanidade, a generosidade, a atitude a favor da humanidade", expressou.

Nesse sentido, sustentou que o fato ocorrido na localidade de Cecilio Báez, no Departamento de Caaguazú onde ele foi governador no passado, reflete uma falta de respeito à dignidade humana.

"Continuamos tendo em pleno século XXI a morte de uma criança de apenas oito anos, que a utilizam para um jogo de diversão, de entretenimento denominado corrida de cavalos", manifestou.

"Nem sequer seus próprios familiares queriam reconhecer que foi em um fato esportivo, de atividade equestre, de corrida de cavalos. Quando perguntaram aos médicos o que havia acontecido com a criança acidentada, disseram que tinha caído de uma bicicleta", lamentou.

O legislador explicou que os menores são utilizados nestas competições porque têm menor peso e permitem que os cavalos alcancem maior velocidade.

"O cavalo é mais importante que a criança"

"Por que contratam crianças? Porque têm um peso mais leve para que o cavalo possa correr mais, que tenha mais velocidade e que quem aposta naquele cavalo tenha possibilidades de ganhar dinheiro. Imaginem: O cavalo é mais importante que a criança, que o ser humano", questionou.

Sustentou que estas práticas não podem continuar sendo toleradas. "No Paraguai não se pode permitir este tipo de degradação humana, porque isto é degradar o ser humano e a pessoa. A dignidade humana é inerente, independentemente das capacidades, utilidade, conduta ou idade", afirmou.

Varela instou ao Ministério da Infância e Adolescência, ao Ministério Público e aos organismos de segurança a intervir para evitar que situações similares voltem a se repetir.

No Paraguai, segundo o Código da Infância e da Adolescência, os menores de 14 anos não devem trabalhar e os adolescentes de 14 e 17 anos podem fazê-lo, em condições de proteção especial estabelecidas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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