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Política

Senador Basilio Núñez propõe revisão de gastos nos três poderes do Estado

04/09/2026 20:45 4 min lectura 407 visualizações

Revisão integral do Orçamento 2027

O senador Basilio Núñez sustentou que a análise do Orçamento Geral da Nação deve permitir identificar partidas que possam ser eliminadas ou reduzidas, considerando que a revisão não deve se limitar ao Poder Legislativo.

"Se há viagens desnecessárias de legisladores, cortemos. Mas assim como cortamos viagens desnecessárias de legisladores, vamos cortar também de ministros, de vice-ministros e de diretores de entes e de funcionários que ficam viajando dos três poderes", afirmou.

Núñez apontou que, embora os legisladores sejam representantes do povo e precisem realizar determinadas viagens, existe uma grande quantidade de funcionários dos três poderes que também se deslocam constantemente, razão pela qual considerou necessário revisar esses gastos no marco do Orçamento 2027.

Aplicação da Lei Godoy

O legislador também recordou a denominada Lei Godoy, que tem como objetivo reduzir gastos supérfluos, e sustentou que, se necessário, poderia ser modificada ou ajustada a normativa para ampliar os cortes.

"Se tivermos que aperfeiçoar essa lei ou modificar para que seja uma lei de cortar mais gastos supérfluos, cortemos", manifestou. Na mesma linha, pediu que o Congresso dê o exemplo e propôs revisar até gastos internos. "Se há combustível, eliminemos. Se há gratificações que estão sendo concedidas indevidamente, eliminemos", sinalizou, ao mesmo tempo que mencionou outros gastos que poderiam ser revisados.

Análise caso por caso de partidas orçamentárias

A respeito da proposta da senadora Lilian Samaniego, de cortar recursos destinados a consultorias, Núñez sustentou que se deve analisar caso por caso antes de determinar a eliminação de partidas orçamentárias.

"Olhando os títulos, pode-se dizer que sim, é possível. Agora há que ver se essa consultoria não é para construir o corredor sudoeste, não é para construir alguma ponte que aprovamos, não é para fiscalizar, por exemplo, trafegabilidade urbana em um departamento", explicou. "Deve haver, mas não podemos desvestir um santo para vestir outro", sustentou.

Comissão de crise para o setor saúde

O presidente do Congresso propôs conformar uma comissão de crise no Senado para tentar abordar as demandas do setor de saúde antes da medida de força anunciada.

"Convido todos os que estão chamando novamente à greve para conversar aqui no Senado. Vamos constituir, se corresponder, uma comissão de crise", afirmou.

A proposta contempla a participação de líderes e vice-líderes das bancadas, além de médicos, sindicatos e sociedades científicas, com o objetivo de ouvir os reclamos e buscar alternativas antes de que se efetive a medida de força.

Reconhecimento de demandas do setor sanitário

Núñez reconheceu que existe uma situação de crise no setor de saúde e admitiu que várias das reivindicações apresentadas pelos médicos são legítimas. Entre os avanços mencionou o aumento do orçamento para medicamentos e insumos, o pagamento dos dias feriados e as nomeações do pessoal sanitário.

O ponto que continua pendente, segundo indicou, é o reclamo salarial. "Como médico, não posso desconhecer que tem que haver reivindicações. Tem que haver reivindicações que sejam justas e se ajustem ao nosso orçamento, à nossa realidade", manifestou.

Núñez também expressou sua preocupação com as renúncias de médicos especialistas e pediu à categoria conceder mais tempo para alcançar um acordo.

"Me dói ver colegas que estão apresentando sua renúncia. Renunciam cirurgiões pediátricos, renunciam intensivistas, neonatólogos e outros", sinalizou.

Advertiu que a saída desses profissionais terá um impacto direto sobre os pacientes, especialmente em áreas críticas da saúde pública.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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