Senado votará em 8 dias projeto para regulamentar combustíveis
Senadora Esperanza Martínez busca transparência na estrutura de custos dos combustíveis no mercado nacional
Senado aprova tratamento de projeto regulatório
O Plenário do Senado estabeleceu o tratamento em oito dias do projeto de lei impulsionado pela senadora Esperanza Martínez. A iniciativa busca transparentar, desglosssar e tornar pública a estrutura de custos dos combustíveis no mercado nacional.
O objetivo central é separar os gastos reais de importação e distribuição dos margens de ganho, com o fim de evitar aumentos considerados arbitrários.
"Há um projeto de lei que vimos adiando, que será tratado, que não será tratado, que tem a ver com a transparência dos preços do combustível", assinalou a senadora. "Tem um alto poder de incidir na cesta familiar, no comércio, na vida econômica, financeira e comercial do país. É um valor estratégico".
Experiências internacionais em regulação
Martínez explicou que vários países contam com mecanismos similares para limitar a especulação ou o aproveitamento de variações no preço do barril, os estoques ou a taxa de câmbio. "Há fórmulas internacionais para que essas mudanças não sejam utilizadas em benefício extraordinário às custas dos usuários", afirmou.
A senadora solicitou uma moção em oito dias. "Resolvamos de uma vez por todas, porque é um tema que fazem muitos governos importantes, inclusive Brasil, Estados Unidos e vários países europeus", indicou.
Apoio legislativo para avançar
O senador Líder Amarilla concordou com a necessidade de avançar. "Nos deparamos com a surpresa de que na segunda-feira já amanhecemos com G. 600 no preço dos combustíveis e com isso já sobe tudo", disse.
"Levemos adiante esse projeto de lei onde se esclarece o custo do combustível em geral, a estrutura de custo, quanto custa o frete, quanto é o que ganham as empresas privadas e Petropar", propôs.
Amarilla assinalou que quando sobe o dólar, aumenta o preço do combustível, mas quando cai não se reflete a redução. "Isso significa 39% de aumento no ano em diesel e em gasolina subiu 32%. Me preocupa este monopólio. É grave o que está ocorrendo no Paraguai", sustentou.
Desde sua bancada, o senador Basilio Núñez se pronunciou sobre o aumento recente e instou a Petropar a manter os preços. "A cidadania está respaldada desde o Congresso. Convocaremos a distintas instituições para trabalhar a respeito e terão combustível a preço justo", expressou.
Petropar avalia o mercado com vistas a sustentar preços
O presidente da Petropar, William Wilka, afirmou que a estatal petrolífera não prevê um reajuste imediato dos preços de seus combustíveis, apesar dos aumentos aplicados por algumas marcas privadas.
Wilka indicou que a empresa continuará avaliando o comportamento do setor e que a intenção é manter os preços mais competitivos do mercado. "Nós somos hoje os mais competitivos do mercado. Com este último ajuste do setor privado estamos no diesel com uma média de 700 guaraníes mais baixo e em mais de 300 guaraníes mais baixos nas gasolinas. A ideia é, se amerita fazer algum ajuste, seguir sendo os mais competitivos", assinalou em Meios do Estado.
O presidente explicou que esta semana continuarão analisando o setor e que farão "tudo o possível para poder esticar" e sustentar os valores atuais. Precisou que a decisão dependerá do nível de vendas, a reposição de estoque e a evolução dos preços internacionais. No caso de que corresponda um ajuste, será realizado "de forma responsável".
Embora nos primeiros dias de agosto se observe uma leve diminuição, Wilka sustentou que os valores continuam sendo elevados.
Finalmente, explicou que a fixação de preços se baseia principalmente na cotação internacional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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