Senado planeja rejeitar nesta quarta-feira projeto que declara emergência no IPS
Comissões do Senado concluem que a declaração de emergência não seria solução para os problemas da previsional
A Câmara de Senadores terá nesta quarta-feira uma sessão ordinária com uma agenda que inclui vários projetos de lei, pedidos de informes e outros assuntos, entre os quais destaca o projeto que propõe declarar em emergência o Instituto de Previsión Social (IPS) ante o desabastecimento de medicamentos, problemas de infraestrutura e falta de pessoal.
A iniciativa, remetida pela Câmara de Deputados, será analisada após aproximadamente um mês de estudo nas distintas comissões do Senado. O diretor da Comissão de Assuntos Constitucionais, Defesa Nacional e Força Pública, Humberto Fernández, adiantou que a tendência é rejeitar a declaração de emergência.
Conforme explicou, tanto os técnicos do Senado quanto as comissões que analisaram o projeto concluíram que a emergência não constituiria uma solução para os problemas que atravessam a previsional. A isso se soma um parecer do Ministério da Economia e Finanças (MEF) que tampouco considera que esse mecanismo seja o mais adequado.
"Após um mês de análise das distintas comissões do Senado e dos técnicos, chega-se à conclusão de que será rejeitado o pedido de emergência do IPS", afirmou Fernández.
Sustentou que em lugar da declaração de emergência, devem-se buscar mecanismos administrativos internos que permitam atender as dificuldades da instituição.
Outro dos projetos vinculados a uma situação de emergência que consta da ordem do dia é o que propõe declarar em emergência viária um tramo da rota PY02, desde a zona primária da Ponte da Amizade até o quilômetro 3,5 de Ciudad del Este.
A proposta, apresentada pelo deputado Walter Hugo García, pretende facultar ao Poder Executivo, através do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, a gerir os recursos necessários para reparar o tramo afetado.
Entretanto, assim como com o IPS, a Comissão de Assuntos Constitucionais encaminha-se a recomendar a rejeição. Fernández argumentou que a Constituição estabelece condições específicas para declarar uma emergência e que, neste caso, não se configuraria uma situação de catástrofe.
"Nossa Constituição estabelece que somente a declaração de emergência deve ocorrer em caso de uma catástrofe e essa situação não ocorreu", sustentou.
Os legisladores também considerarão vários projetos de resolução para solicitar informes a distintas instituições públicas.
Entre eles encontra-se um pedido dirigido à Direção Geral de Material Bélico (Digemabel) e outro à Municipalidade de Ypacaraí, relacionado com as medidas adotadas em matéria de segurança viária no cruzamento de Pedrozo.
Outro pedido estará dirigido ao Poder Executivo para conhecer o estado de preparação do país ante o fenômeno El Niño, incluindo o planejamento para enfrentar uma eventual fase de intensidade denominada Superniño.
O informe solicitado deverá abarcar a coordenação entre instituições, planos de contingência e previsões orçamentárias.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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