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Política

Peña prometeu aos médicos maior salário em campanha, mas depois disse que são algo com que 'lidar'

Governo vai em sentido contrário às promessas feitas durante ato de campanha em 2023

25/08/2026 22:45 3 min lectura 10 visualizações

Ganhar mais, se aposentar mais jovens e trabalhar menos horas foi a promessa que Santiago Peña fez em voz alta, com microfone em mão e ante os funcionários do Ministério da Saúde aos médicos e administrativos durante sua campanha eleitoral, em um comício em março de 2023. Depois de três anos, suas ações de governo vão em sentido contrário.

O sindicato médico está em greve desde esta semana ante a rejeição do governo aos seus reclamos de melhorias salariais, estabilidade laboral, maior disponibilidade de insumos e medicamentos, assim como melhores condições para o exercício da profissão. Além disso, se somaram os estudantes de Medicina, entre outros.

"Em um governo de Santiago Peña os médicos e os funcionários vão ganhar mais. Vão se aposentar mais jovens e, sabe o quê, vão trabalhar menos horas, tudo, o pessoal de Saúde, os administrativos também", prometeu o presidente durante aquele ato de campanha.

Contudo, em 2025, Peña disse ante meios de comunicação argentinos que os sindicatos médicos eram um problema com o qual lidar. O presidente se sincerrou e reconheceu que os médicos e docentes o incomodam em sua gestão, apesar de que os reclamos recentes falem de baixos ingressos para esses profissionais. No caso do setor Saúde, o reclamo também é respeitar as 12 horas universais e um trato humano para residentes.

"Um elemento que obviamente algumas pessoas podem olhá-lo de uma maneira negativa, mas 80% de todos os sindicatos no Paraguai estão no setor público. Não há leis que lhes impeçam a livre associação em agrupações sindicais, mas a realidade é que nós temos que lidar com o sindicato dos médicos, dos docentes..., no privado não há, não existe, é impensável", lançou.

Ante a mobilização dos médicos, a ministra de Saúde, Teresa Barán, já advertiu que a negociação está fechada, sob o argumento de que não há recursos suficientes.

Os médicos denunciam que desde 2012 o pagamento por vínculo se reduziu de aproximadamente 2,8 salários mínimos a 1,5 salários mínimos por vínculo e além disso reclamam o pagamento de feriado e outras melhorias.

O ministro de Economia e Finanças, Óscar Lovera, sustentou por sua vez que "esse pedido em si resulta de cumprimento impossível" e mencionou a ideia de uma carreira sanitária que se estuda como alternativa junto à ministra de Saúde.

"Temos ouvido o levantamento da mesma ministra (Barán) de potencializar a carreira em saúde para que aquelas pessoas mais especializadas, melhor formadas, possam ter uma atribuição superior ao resto", opinou por sua vez o senador Silvio Beto Ovelar.

Não obstante, a ministra indicou que o Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) pediu falar da lei de carreira sanitária como uma segunda instância. Essa figura surge para ordenar o sistema de saúde e estabelecer uma estrutura salarial, segundo o grau acadêmico e o nível de formação de cada profissional.

"Tudo isso se propõe na carreira sanitária, mas na mesa de negociação o Sinamed se fechou e disse que primeiro querem que todos ganhem esse piso de G. 8 milhões, G. 16 milhões e G. 24 milhões e depois ver como trabalhar na carreira sanitária", questionou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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