Senado pede ao BCP detalhes sobre solvência do Ueno e outras 30 consultas
Legisladores buscam transparentar situação da instituição financeira
A Câmara de Senadores tratará nesta quarta-feira 9 de setembro um pedido de informe dirigido ao Banco Central do Paraguai (BCP) sobre as operações do Ueno Bank, com o objetivo de conhecer se a entidade se ajustou aos limites prudenciais estabelecidos para operações com partes vinculadas e como foi exercido o controle por parte da Superintendência de Bancos.
O projeto foi impulsionado pelo senador Natalicio Chase, com o acompanhamento de outros legisladores, e conta com o respaldo do presidente do Senado, Basilio Núñez, quem apontou que a iniciativa busca transparentar a situação, assim como pedidos de informe realizados anteriormente a respeito de outras entidades financeiras.
"Acredito que é importante transparentar, até eles vão estar de acordo", manifestou Núñez ao anunciar o pedido. Conforme explicou, a iniciativa já foi apresentada e seria tratada na sessão de quarta-feira, para a qual teria os votos necessários para sua aprovação.
Chase, por sua vez, explicou que o objetivo é determinar se o Ueno teria superado os limites legais estabelecidos para as operações com empresas vinculadas e estabelecer se o BCP exerceu corretamente sua função de controle.
"Isso é o que buscamos determinar", apontou o legislador, quem agregou que também pretendem estabelecer se existiram discrepâncias nos critérios aplicados. Esclareceu que até o momento não contam com indícios que permitam afirmar que essas situações se tenham produzido e que esperam contar com a documentação do BCP antes de adotar uma posição.
O projeto solicita ao BCP informação sobre o marco normativo aplicável, os procedimentos de supervisão, as operações específicas da entidade e as medidas adotadas pela Superintendência. No total, o questionário contém 31 pontos.
Em primeiro lugar, os senadores solicitam que se detalhem os limites vigentes para operações com pessoas vinculadas e o procedimento utilizado para detectar excessos. Também perguntam quais são os requisitos que deve reunir uma venda de carteira a partes vinculadas e o que se entende por financiação indireta proibida.
O pedido consulta além disso qual tratamento corresponde quando se verifica um excesso dos limites prudenciais durante mais de dez dias corridos, quantos planos de regularização foram exigidos a entidades do sistema financeiro desde 2020 e quantos excessos aos limites de partes vinculadas foram registrados nos últimos 24 meses e quais sanções se aplicaram.
Em relação ao Ueno, o Senado pede determinar se a Superintendência registrou excessos no limite de operações com pessoas vinculadas, derivados de operações com Mowi SA, Grupo M5 SA e Grupo Hendys SA, além de solicitar informação sobre outras operações com Tuiú SA, Franade SA e Aime SA Corredores de Seguros.
Também solicita conhecer qual avaliação se realizou sobre as garantias, a capacidade de repagamento e a verificação do destino dos fundos, assim como a nômina de informes de inspeção e monitoramento contínuo emitidos sobre o Ueno Bank entre janeiro de 2025 e a data do pedido.
Outro dos pontos específicos se refere à venda de carteira do Ueno Bank a Vinanzas SA por USD 35 milhões e G. 36.900 milhões. Os senadores perguntam se a Superintendência verificou a operação e se constatou que os fundos foram transferidos no mesmo dia a favor de Vinanzas SA, sem evidência de permanência nas contas do Ueno.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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