Senado aprova declaração sobre Guerra da Tríplice Aliança e declara inalienável o Canhão Cristiano
Aprovação de iniciativas legislativas
A Câmara de Senadores aprovou por unanimidade um projeto de declaração de enérgico repúdio e, em um ato de simbolismo patriótico, declarou igualmente inalienável o Canhão Cristiano, blindando legalmente a relíquia militar para exigir sua restituição.
A Câmara Alta otorgou meia sanção ao projeto de lei que institui cada 12 de agosto como Dia Nacional de Comemoração do Genocídio do Rio da Prata. O projeto será remetido à Câmara de Deputados para seu estudo.
Sessão extraordinária do Senado
Durante a sessão extraordinária presidida pelo vice-presidente primeiro da Câmara de Senadores, senador Ramón Retamozo, foi apresentada como primeiro ponto em pauta a iniciativa legislativa proposta pelos senadores Colym Soroka, Carlos Núñez e Celeste Amarilla. A mesma estabelece mecanismos de diplomacia histórica, memória integral e difusão internacional.
Durante o debate, o senador Colym Soroka expressou que as recentes expressões constituem uma distorção dos fatos históricos relativos à Guerra da Tríplice Aliança.
"Ao Paraguai não se lhe muda a história nem se lhe pisoteia a memória. Quem não conhece sua história está condenado a repetir os mesmos erros. Este projeto se baseia em fatos reais e responde com altura moral, reafirmando a dignidade da Nação paraguaia", expressou o legislador.
Declaração institucional
Os senadores impulsionaram tanto uma iniciativa legislativa orientada a fortalecer a memória histórica quanto uma declaração institucional que reafirma a verdade histórica e a vocação de paz da República do Paraguai.
A proposta do senador Eduardo Nakayama, o plenário aprovou, com modificações, o projeto de Declaração que rejeita categoricamente certas expressões, reafirma a verdade histórica e a vocação de paz da República do Paraguai.
No artigo primeiro da declaração se rejeita as manifestações por considerar que distorcem os fatos históricos relativos à origem e desenvolvimento da contienda. Além disso, assinala a omissão sobre a invasão do Império do Brasil ao Uruguai, o desconhecimento da nota paraguaia de 30 de agosto de 1864 e as reiteradas tentativas de mediação impulsadas pelo Governo paraguaio.
Reflexão sobre a história regional
Durante o estudo da iniciativa, o senador Nakayama sustentou que guardar silêncio diante dessas expressões implicaria converter-se em cúmplice de uma distorção da história regional. Acrescentou que a Guerra da Tríplice Aliança afetou profundamente os quatro países envolvidos e que as declarações menoscabam essa memória histórica.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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