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Paraguai

"Sem melhorar a eficiência, o rebanho não vai crescer": alertam sobre limites estruturais do rebanho bovino paraguaio

24/04/2026 14:43 2 min lectura 148 visualizações
"Sin mejorar la eficiencia, el stock no va a crecer": alertan sobre límites estructurales del rodeo bovino paraguayo

O recente relatório do Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (SENACSA) sobre o rebanho bovino nacional deixou sinais que acendem alertas dentro do setor produtivo pecuário.

Para Federico Maisonnave, produtor pecuário e integrante da comissão diretiva da APPEC, o cenário atual mostra limitações estruturais que comprometem qualquer expectativa de crescimento no curto prazo.

Embora a queda do rebanho não tenha sido tão pronunciada como se esperava, os dados refletem um problema de fundo: a baixa eficiência reprodutiva do rebanho. "A quantidade de matrizes disponíveis continua sendo muito alta, é muito ineficiente, porque a relação de bezerros com respeito à quantidade total de fêmeas está na ordem dos 40 e poucos por cento", explicou Maisonnave.

O dirigente sustentou que, com níveis de abate próximos aos 2 milhões de cabeças anuais, esse nível de produtividade "não alcança para recuperar o rebanho". Nesse sentido, foi contundente: "Vê-se que o rebanho não vai se recuperar. Não vejo isso no curto prazo".

O produtor também colocou o foco na estrutura do rebanho, onde se evidencia um envelhecimento progressivo. "Vê-se uma menor proporção de animais jovens em relação aos adultos, e em algum momento esses animais adultos vão sair do sistema", advertiu.

Este processo, combinado com a atual dinâmica de abate, configura um cenário de estagnação. "Se chegar a abater esse volume de 2 milhões de cabeças, vai cair novamente o rebanho. Se não, vai se manter estável, mas no médio e longo prazo o ajuste vai chegar igual", indicou.

Maisonnave relativizou a ideia de uma forte retenção de matrizes. "Não é que houve uma retenção como tal, mas são fêmeas que não foram para o abate, porém também não aumentou a população no campo", esclareceu.

E sintetizou a situação com uma frase gráfica: "Temos uma quantidade de fêmeas não para sair da água, mas para não nos afogarmos".

De cara ao futuro, o dirigente ressaltou que o verdadeiro desafio passa por melhorar os índices produtivos. "Se esse excesso de matrizes se torna produtivo, talvez se veja algum crescimento em três ou quatro anos, mas no curto prazo não vejo", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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