Sem explicação alguma, Senado aprova pedidos de informe ao BCP sobre Ueno e outros bancos
Rápida foi a aprovação de todos os pedidos de informes e projetos de declaração na Câmara de Senadores depois que Alfonso Noria, como presidente da Comissão de Petições, Poderes e Regulamentos, recomendasse a aprovação aos colegas.
Entre o aprovado figuram os pedidos de informes ao Banco Central do Paraguai (BCP) sobre os processos de fusão dos bancos e os depósitos de fundos públicos e do Instituto de Previdência Social (IPS) às entidades financeiras em praça. Entre elas, as absorções do Banco Regional por parte de Sudameris Bank; de BBVA em GNB; Ueno bank com Visão e Continental com Banco Río se mencionam no documento.
Solicita-se, por sua vez, um informe sobre o processo de fusão entre Atlas e Familiar, se foi solicitado o outorgamento de medidas regulatórias de diferimento de perdas e sob quais condições.
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Uma vez aprovados os documentos, a senadora liberal Celeste Amarilla questionou que não se tenha permitido debater antes da votação, por isso cedeu-se ao uso da palavra.
"Eu coloquei a consideração duas vezes, disse: A consideração, pedidos de informes e projetos de declarações, e cada um entende que tem que se anotar para falar. E bem, falemos, colegas, mas vocês não entenderam. Coloquei a consideração, votou-se e aprovou-se. Apesar de estar aprovado, tem a palavra", expressou o titular do Senado, Basilio Bachi Núñez.
Outro dos pedidos aprovados foi o impulsionado pelo líder da bancada de Honor Colorado, Natalicio Chase, com respeito às operações de Ueno bank, pelo qual se busca saber se a entidade se ajustou ou não aos limites prudenciais estabelecidos para operações com partes vinculadas e como foi exercido o controle por parte da Superintendência de Bancos.
O projeto solicita ao BCP respostas sobre 31 pontos.
Apesar de a votação ter se encerrado sem que nenhum senador se pronunciasse sobre o tema, o titular do Congresso permitiu que alguns parlamentares da oposição se expressassem a respeito.
Um deles foi Eduardo Nakayama, que celebrou que os legisladores solicitem informes a diferentes entidades para transparentar qualquer situação que possa ser considerada irregular. Porém, advertiu que a classe política não pode entrar em "uma guerra que não lhe corresponde".
"Devemos entender a sensibilidade que tem o setor financeiro", indicou, ao mesmo tempo em que acrescentou que qualquer decisão política poderia trazer severas consequências. Não obstante, esclareceu que isto não implica nenhum tipo de defesa aos bancos.
Celeste Amarilla também se pronunciou no mesmo sentido e apontou que o controle e a regulação do sistema financeiro estão a cargo do Banco Central do Paraguai (BCP), ao qual instou a cumprir com esse rol.
"Precisamos saber o que cada banco faz e qual é a guerra que há por trás disto", sustentou a senadora.
Com esta afirmação, fez referência a que, durante os diferentes governos, algum dos bancos teria tido algum tipo de preferência.
O mais incisivo foi o senador Rafael Filizzola, quem, ao se referir ao caso do banco Ueno, afirmou que não se pode "colocar todos os bancos no mesmo saco".
"O principal problema da crise bancária de 95 é que os bancos caíram na autocartera, usaram dinheiro de poupadores para fazer seus próprios negócios. O grupo Vázquez/Peña tem 90 empresas", sustentou.
Filizzola também questionou o crescimento de Ueno e apontou que, depois do Banco Nacional de Fomento (BNF), seria a entidade bancária que gerencia a maior quantidade de recursos públicos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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