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Paraguai

Sem acordo, greve dos bioquímicos iniciará na segunda-feira

Última reunião entre sindicato e autoridades de saúde não conseguiu desativar a paralisação

20/10/2026 22:45 4 min lectura 24 visualizações

Beco sem saída. A que talvez tenha sido a última reunião entre os representantes do Sindicato União de Bioquímicos do Paraguai e as autoridades de saúde e outros ministérios não conseguiu desativar a greve dos trabalhadores de laboratórios dos hospitais públicos. Dessa forma, a medida de força será realizada nos dias 26, 27 e 28 de outubro.

A doutora Natalia Zarza, uma das referentes do sindicato, comentou que não houve proposta alguma por parte do Ministério de Saúde Pública e que apenas conversaram sobre a carreira sanitária. "Não houve nenhuma oferta por parte do ministério. Tampouco se pode falar em carreira sanitária se não temos um piso salarial digno", reforçou.

Zarza ressaltou que os reclamos que levam adiante não são apenas pelos nomeados, mas também por todos os contratados. De acordo com ela, a carreira sanitária tem que ser avaliada a cada ano, pois depende do orçamento da nação.

"Cada ano tem que se avaliar para saber que tipo de escalafão ou concursos que haverá no ano". Aproximadamente 1.600 bioquímicos estão dentro do quadro do Ministério de Saúde Pública.

Outro dos pedidos é continuar com o nomeamento dos bioquímicos em Saúde Pública e, sobretudo, o reajuste salarial que há 14 anos está congelado. A maioria dos bioquímicos tem um único vínculo.

Estes profissionais percebem G. 4.300.000 cada um. Com o desconto que lhes realizam, fica em torno de G. 3.500.000. Os trabalhadores deste setor pedem um aumento de G. 2.000.000 por vínculo, o qual está sujeito a negociações.

As condições em que atualmente os bioquímicos realizam seu trabalho diário é um dos reclamos, pontualizou Zarza. Detalhou que nos hospitais não há insumos e reagentes, além de que os profissionais não contam com comodidades mínimas para as guardas noturnas.

Outra das causas é a necessidade de contar com mais profissionais. "Há laboratórios que não funcionam 24 horas. Inclusive no interior estão os que atendem apenas segunda, quarta e sexta porque estão fechados terça e quinta", revelou.

Na segunda-feira, 26 de outubro, a greve iniciará às 00h00. Durante a manhã, os bioquímicos estarão realizando uma manifestação em frente à sede do Ministério de Saúde a partir das 8h00. Enquanto realizam a paralisação, não serão realizados estudos ambulatoriais nos hospitais públicos.

Atuação ante denúncias de intimidação

A advogada Carolin Bogado, assessora jurídica do Ministério de Saúde Pública, também falou sobre a carreira sanitária, dizendo que com ela buscam chegar a todos os grupos, não beneficiar um só.

"A carreira sanitária é a maneira, a ferramenta que nos poderia permitir chegar a todos, tendo requisitos, considerando questões gerais para todos os grupos ocupacionais".

Ante a denúncia de intimidações e ameaças nos hospitais que realizaram os bioquímicos, a assessora jurídica da pasta sanitária indicou que forneceram as orientações sobre onde realizar as respectivas denúncias concretas.

"Negamos absolutamente que institucionalmente tenhamos uma orientação de intimidar ou ameaçar com qualquer tipo de sanção aos colegas".

A advogada pontualizou que até o momento não chegou nenhuma denúncia de forma formal sobre algum tipo de intimidação ou ameaça ao MSP.

Bogado comentou que na mesa tripartite estavam se inteirando da existência das ameaças. Esta situação já havia sido denunciada pelos profissionais desde a semana passada nas redes sociais e na manifestação realizada. A recomendação é que realizem a denúncia de forma nominal e especifiquem que serviços ocorrem estes fatos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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