Autora de livro questionado por machismo e referência a Hitler responde a críticas
Educadora defende projeto de educação sexual e afetiva usado em escolas públicas paraguaias
Turriaga apontou que trabalha há 21 anos com educação da sexualidade e afetividade em países da América e Espanha. Explicou que, em 2025, um grupo de pais paraguaios solicitou autorização para aplicar um de seus projetos em escolas públicas do país.
A coleção é composta por 15 livros adaptados à idade dos estudantes. Segundo a autora, o projeto, baseado na ciência e em princípios de formação do caráter, busca "formar pessoas livres, donas de si, capazes de alcançar relações interpessoais estáveis e felizes".
A polêmica surgiu devido a um exercício do livro número 9 que menciona Hitler e o contrapõe com uma menina com síndrome de Down. A passagem foi questionada por apresentar o ditador como um político que "chegou muito alto", sem contextualizar adequadamente sua responsabilidade histórica.
A respeito disso, Turriaga sustentou que o exercício foi publicado "fora de contexto e mal interpretado", ao assegurar que a atividade faz parte do estudo das diferenças entre as leis justas e injustas e está dirigida a estudantes de 14 e 15 anos.
"Graças a este exercício todos os meninos de 14 e 15 anos deduzem que o valor da pessoa é intrínseco e que, independentemente da origem, estado de saúde ou condição genética, a pessoa pode livremente fazer o bem ou o mal", argumentou a autora.
"Hitler nasceu sem síndrome de Down no mesmo dia em que nasceu uma menina com síndrome de Down. Hitler fez muito mal e a menina muito bem". Com esta comparação, defendeu que o propósito do exercício é destacar que o valor de uma pessoa não depende de sua condição genética, mas de suas ações.
Turriaga pediu ao MEC que intervenha na revisão do material e reclamou "o rigor intelectual que se necessita para valorar um projeto completo, científico e verdadeiramente educativo".
Suas declarações ocorrem depois que o ministro Luis Ramírez reconhecesse que alguns exemplos devem ser modificados e anunciasse uma revisão interna dos conteúdos questionados.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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