Samaniego propõe elevar o salário mínimo de médicos a G. 7 milhões por vínculo
Proposta de equiparação salarial
Durante uma reunião encabançada pelo presidente do Congresso, Basilio Núñez, na qual participaram ministros do Poder Executivo e representantes do sindicato de médicos, a senadora colorada Lilian Samaniego propôs elevar o piso salarial dos médicos a G. 7 milhões mensais por cada vínculo de 12 horas semanais. O salário mínimo atual é de aproximadamente G. 5,4 milhões.
A legisladora explicou que o aumento seria aplicado em 7 etapas bimestrais durante 14 meses, priorizando inicialmente o primeiro vínculo de todos os médicos, para posteriormente avançar com o segundo e terceiro vínculos.
Detalhes da iniciativa
Em coletiva de imprensa, Samaniego assinalou que seu objetivo é ordenar a escala salarial estabelecendo um piso comum para todos os médicos. "Minha proposta foi a de 7 milhões de guaranis. A secretária geral, a doutora Rossana, pediu em nome do sindicato um piso de 8 milhões, minha proposta se aproxima, e fazer uma proposta que em 14 meses se consiga tudo para equiparar e chegar à solução final do tema. Hoje os médicos ganham um pouco mais de 5 milhões por 48 horas", explicou.
A parlamentar esclareceu que sua iniciativa não pretende criar um privilégio, mas ordenar um sistema que historicamente careceu de estrutura. "Ao contrário, é a falta de ordenamento de um sistema que em seu momento não foi feito. A isso se tem que chegar, que tenham um único salário mas que ganhem o que corresponde aos médicos, aos químicos, aos radiologistas toda a gente do setor de saúde pública", manifestou.
Flexibilidade e diálogo necessários
Samaniego enfatizou que sua proposta aponta para equiparar progressivamente os salários começando com o primeiro vínculo e posteriormente estendendo os aumentos aos vínculos adicionais. Ressaltou que atualmente existe uma necessidade urgente de ordenamento que permita a entrada de novos profissionais.
A senadora chamou à busca de consensos entre as partes envolvidas. "Aqui faz falta a vontade política de ambos os setores." Indicou que não pode ser mantida uma posição fechada desde o Executivo alegando falta de recursos, nem tampouco do sindicato médico condicionando uma solução a quatro pontos específicos. "Tem que haver flexibilidade de ambos os setores, uma vontade de solucionar um tema tão sensível como é a afetação dos pacientes que estão esperando o atendimento médico", argumentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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