Saiba como o fenômeno El Niño impactará o país, segundo especialistas
Costa vigilada. A possibilidade de as águas voltarem a superar o limite está latente com a chegada do fenômeno de El Niño.
Ainda não há uma previsão exata de quando o fenômeno começaria a atingir o país, explica Jorge Sánchez, subdiretor de Hidrologia, dependente da Direção de Meteorologia e Hidrologia.
Segundo o informe final do fórum climático, as perspectivas que possuem periodicidade trimestral indicam que pelo menos até o final de agosto o rio não subirá. Inclusive continuará descendo.
Com base nos informes que manipulam, o hidrólogo comentou que na zona de Mato Grosso (Brasil), onde tem sua nascente o rio Paraguai, há descenso das águas nestes momentos.
Explicou que em decorrência da persistência de alta concentração de umidade, ocorreram as inundações fluviais com a cheia dos distintos rios que irrigam o país.
Mas também estão as inundações pluviais que aparecem quando a infraestrutura da cidade não consegue que toda a água chegue a escoar ou o solo já não a absorve.
Agora as expectativas que temos é que não haverá inundações causadas pelo rio. Mas sim poderia haver chuvas pontuais e gerar problemas. Isso não é muito previsível porque às vezes depende do setor onde chove.
Acrescentou que à medida que vai entrando a estação invernal, baixa também a possibilidade de chuvas pontuais muito fortes.
Porque julho é mais seco, mas em agosto sim começa a crescer um pouco essa possibilidade porque começa a haver mais umidade e em setembro cresce mais.
Sánchez explica, além disso, que nenhum Niño é idêntico ao anterior. Recordou que na maioria dos casos, o impacto deste fenômeno climático no Paraguai teve a ver com a umidade.
Recordou como em 2023 o fenômeno não afetou as zonas de Assunção e Central. Porém, houve inundações em outras zonas do país.
Preparativos. Ainda com este prognóstico, já iniciam os preparativos para abarcar a emergência por parte de diversas instituições do Estado, principalmente para quando as populações ribeirinhas começarem a ser afetadas.
Por isso, constantemente estão monitorando os dados que vão fornecendo sobre El Niño a Organização Meteorológica Mundial e também os que vai recolhendo a Direção de Meteorologia e Hidrologia.
Conforme aos últimos dados, passamos de 80% de probabilidade para 90%. E a entrada se estaria dando na primavera já, ou seja, neste setembro.
Com base nos dados da última grande cheia dos rios, o titular da SEN estima que cerca de 54 mil famílias poderiam chegar a estar afetadas pela emergência.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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